Secretária de Estado francesa é capa da Playboy (e choveram críticas)

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Marlène Schiappa, secretária da Economia Social e Solidária e Vida Associativa da França, tem sido alvo de duras críticas desde que se tornou conhecido que vai aparecer na revista Playboy.

De acordo com publicações internacionais, apesar do caráter erótico da revista, a política francesa não aparece nua e a sua participação é em uma entrevista sobre os direitos das mulheres e LGBT+. O tema do aborto também é abordado.

Antes de ingressar na carreira política, Schiappa já era uma conhecida ativista dos direitos das mulheres, além de ser autora.

“A defesa do direito das mulheres de expor seus corpos está em todo lugar e a todo momento. Na França, as mulheres são livres. Com todo respeito aos hipócritas”, escreveu ela no sábado em uma publicação compartilhada no Twitter.

A primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, criticou Marlène Schiappa, secretária da Economia Social e Solidária e Vida Associativa, por esta ter aceitado aparecer na revista Playboy, segundo o jornal Le Parisien. Borne terá dito que “a situação não era adequada, ainda para mais neste momento”, referindo-se às manifestações do povo francês contra o aumento da idade da reforma. A revista em questão, que apresenta Schiappa na capa, será publicada na quinta-feira. Além disso, outras figuras políticas, como Jean-Luc Mélenchon, também criticaram a decisão de Schiappa, lembrando que o presidente Emmanuel Macron deu uma entrevista para uma revista infantil. Mélenchon afirmou que a equipe de Macron está usando entretenimento para evitar discutir o aumento da idade da reforma, que é o verdadeiro problema.

Jean-Christophe Florentin, editor da edição francesa da Playboy, defendeu a escolha de Marlène Schiappa como capa da revista, em contraponto às críticas de políticos e outros. Segundo ele, a secretária da Economia Social e Solidária e Vida Associativa de França é uma voz forte na defesa dos direitos das mulheres e sua presença na revista é justificada. Florentin ainda destacou que a Playboy é uma publicação de 300 páginas, chamada de “mook”, que mistura livro e revista, e que é intelectual e moderna, não sendo uma revista pornográfica leve.

 

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