Vídeo. Escola de futebol da PMDF afasta 3 mil crianças do crime

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Passes, dribles, gols, e sorrisos. O Projeto Formando Cidadão, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), oferece esporte, apoio escolar e psicológico para crianças e adolescentes na Escolinha de Futebol do 11º Batalhão de Samambaia (DF). O “esquema tático” tem como objetivo afastar pequenos e jovens do crime.

Coordenado pelo subtenente Roberto, de 48 anos, o projeto começou a receber alunos em 2003 e já ajudou mais de 3 mil crianças e adolescentes, entre 5 anos e 17 anos. Atualmente, auxilia 80 estudantes. No sábado (15/4), alunos participaram de um torneio com direito a café da manhã para as famílias.

Veja a partida:

Segundo o subtenente, o principal objetivo da escolinha é aplicar um “cartão vermelho” no crime antes do primeiro lance. Por isso, além do esporte, a escolinha proporciona conscientização e apoio antes que os pequenos vivenciem uma situação de risco.

Para participar das escola, as crianças precisam ter boas notas. Por isso, quem não está bem na escola recebe reforço graças a uma parceria com o Instituto Casa. “Também temos parceria com psicólogos. Porque parte dos alunos chega fragilizada. No pós-pandemia, muitos chegaram com depressão, ansiedade, alguns tinham perdido os pais”, contou.

O reforço escolar e o apoio psicológico é dado após os treinos. As atividades acontecem de terça a sexta-feira, com futebol de areia às terças e quintas, e futsal às quartas e sextas. Os treinos de futsal ocorrem na quadra do 11º BPM, enquanto o futebol de areia acontece no Arena Orla Fit da 402, parceiro do projeto.

Poucos a gente perdeO resultado dos alunos dentro e fora dos campos anima a equipe do projeto. “Para nós é a sensação de dever cumprido. É uma missão pessoal, espiritual e institucional. E a gente crê que estamos nos antecipando ao crime. Quando você vê o sorriso de uma criança, um pai que a gente traz de volta para a família, não tem preço”, afirmou.

O subtenente agradeceu ao voto de confiança do comando da PMDF e do 11º Batalhão no projeto. “Entre os alunos que são atendidos pelo batalhão, poucos a gente perde para o crime. Não dá 4%. O restante atingimos o objetivo. Alguns vão ser profissionais de áreas diversas e outros se tornam atletas. Poucos a gente perde”, sorriu.

O projeto também busca reestruturar famílias. Ou seja procura recuperar a unidade familiar na casa das crianças. Alguns alunos foram encaminhados pelo Conselho Tutelar e pelo programa de Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid).

Serviço: Quem quiser apoiar o projeto de escolinha pode entrar em contato com subtenente Roberto pelo telefone: (61) 99528-5757.

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