Por continuidade do “estilo Lira” e independência do governo, aliados reforçam Elmar na presidência da Câmara

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A sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na presidência da Câmara dos Deputados teve o debate antecipado em Brasília. Lira foi eleito para comandar a Casa nas legislaturas de 2023 e 2024 e o deputado Elmar Nascimento (União) surge com força para o cargo. 

 

Aliados têm analisado que a eleição de Elmar representaria uma “continuidade” de Lira na condução da Câmara, onde um parlamentar com o mesmo perfil permaneceria no comando. A ideia de Elmar na presidência seria também um pedido de boa parte dos integrantes do novo “blocão” criado por Lira (veja mais aqui). Outro fator seria a manutenção de um nome que não seria “subordinado ao governo”.

 

Recentemente, Elmar indicou ao Bahia Notícias que a formação do “superbloco” composto por 175 parlamentares e capitaneado pelo atual comandante da Casa tem forçado uma “aglutinação” entre os partidos nos últimos anos e a movimentação permite que os processos legislativos caminhem de forma mais rápida (reveja aqui). 

 

Apesar do reforço no apoio, aliados indicaram ao Bahia Notícias que a eleição de Elmar depende de “muitos fatores”. “É muito cedo, tem que chegar numa situação boa, pois o governo não irá querer”, comentou um deputado próximo a Elmar. Entre os nomes que devem ir de encontro com a candidatura estão os também baianos, ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT). 

 

Mesmo com o embate que pode ocorrer, os mesmos aliados apontam que nem Rui, nem Wagner, têm influência na Câmara dos Deputados. “[Mas] ocupam postos estratégicos, influenciam o governo”, comentou outra liderança sobre a gestão que ambos podem fazer internamente. 

 

O FUTURO A DEUS PERTENCE

Com a possibilidade de assumir a Câmara, um plano antigo de Elmar Nascimento pode retornar para a pauta: a disputa pelo Senado. Ao Bahia Notícias, Nascimento já tinha confirmado o desejo de disputar o posto (relembre aqui). 

 

Mesmo com o desejo, os mesmo aliados que o endossam na disputa da Câmara sinalizam que o posto na majoritária em 2026 seria uma “consequência” do mandato atrelado a uma “composição entre partidos”.

 

O xadrez pensado seria de que ficaria inviável a indicação de dois nomes na majoritária, do mesmo partido. “O caso de Neto ter ganho [o governo da Bahia] é uma coisa. Outra é o candidato ao governo compor com o maior grupo possível [dificultando a indicação de dois nomes do União Brasil]”, indicou um dos deputados. 

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