Ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques pede emprego em empresa que recebeu milhões em sua gestão

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O ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, agora aposentado, teria pediu emprego na Combat Armor Defense do Brasil, empresa que ele firmou o primeiro contrato do governo federal em 2020, quando estava superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro, no valor de R$4,2 milhões. A informação foi dada à Agência Pública pelo CEO da própria empresa, Maurício Junot.

 

De acordo com o CEO, ele pediu a oportunidade juntamente com o ex-secretário executivo do Ministério da Justiça, Antonio Lorenzo, que era  o número 2 de Anderson Torres durante o governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). “Eles fizeram uma visita para mim lá (na sede da firma), deixando currículo, mas nenhum dos dois tem nenhum tipo de relacionamento comigo”, disse.

 

A Combat Armor Defense não atuou apenas no Rio. Quando Vasques assumiu a chefia geral da PRF, em 2021, a empresa vendeu seus serviços para as superintendências das polícias rodoviárias do Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e para o departamento nacional da corporação. Ao todo, a companhia recebeu R$33,5 milhões em pagamentos dos R$36,5 milhões em contratos firmados com a PRF, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

 

No início deste ano, a empresa contratou os serviços de consultoria de Antonio Lorenzo. Em janeiro, ele e Silvinei Vasques abriram empresas de consultoria, a F5 Consultoria e a Victory Consultoria, respectivamente. 

 

Silvinei Vasques é investigado por bloqueios ilegais em rodovias durante as eleições

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