Nascido em Feira de Santana, Luiz Caldas se diz honrado por abrir Micareta: “Estou de volta para casa”

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O feirense Luiz Caldas foi o escolhido para abrir a Micareta de Feira de Santana em 2023. Em entrevista ao Bahia Notícias na noite desta quinta-feira (20), o cantor demonstrou felicidade pela oportunidade de retornar à folia de sua cidade natal após três anos sem festa, devido à pandemia de Covid-19, que obrigou a prefeitura a cancelar o evento em 2020, 2021 e 2022.

 

“Muito honrado e feliz por estar voltando para a minha terra, depois desse momento difícil que todos nós passamos  com a pandemia. E poder retornar com essa festa, fazendo a abertura, uma festa não importante, a segunda maior festa de rua do Brasil depois do carnaval de Salvador, é para mim muito legal mesmo. Estou de volta para casa”, comemorou o cantor.

 

Luiz Caldas também vibrou com o sucesso recente de uma antiga canção sua. “Haja Amor” viralizou nas redes sociais, com diversos influenciadores digitais dançando o hit, lançado originalmente nos anos 1980. Segundo ele, a música não pode faltar em nenhum dos seus shows em território nacional e será presença garantida na Micareta de Feira.

 

“Atualmente, no Brasil, é Haja Amor. É uma música que viralizou novamente, com a rede social TikTok. Para mim, é maravilhoso. É uma canção que vai fazer 40 anos, fez tanto sucesso e continua atual, tanto que a garotada está curtindo. Então, com certeza, Haja Amor é uma música bem alegre e não pode faltar”, garantiu Luiz Caldas.

 

Um dos símbolos do surgimento do chamado “Axé Music”, Luiz Caldas diz estar atento aos novos nomes da música de Feira de Santana que estão fazendo sucesso em todo o Brasil, como são os casos de Russo Passapusso, vocalista da banda BaianaSystem, e de Rachel Reis.

 

“Estou ligado na cena musical, em tudo que acontece. Com certeza, eu consigo me identificar ali, porque música é isso. Eu não teria uma carreira legal se eu não tivesse bons mestres, pessoas que eu pudesse me espelhar, como Moraes Moreira, o trio elétrico Dodô e Osmar, Armandinho, os Novos Baianos, A Cor do Som, um monte de gente legal. E eu sei que eu e a minha geração também servimos de inspiração e espelho para essa geração que está chegando. É aquela troca de bastão, vai passando de mão em mão, e a gente leva a nossa música da melhor forma possível”, concluiu.

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