A Dama fala sobre machismo no pagode baiano: “O pagode não abre espaço para as mulheres”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

No podcast Bargunça desta terça-feira (16), a cantora A Dama falou sobre o ambiente machista dentro do pagode baiano. “Tem cantora mas não tem oportunidade, não tem o mesmo espaço aberto para essas mulheres”, contou a cantora.

 

Com apoio do Bahia Notícias, o Bargunça Podcast é apresentado por Wagner Miau e Thiago Mithra. Nesta edição, contou com a presença de Brenda Santana, que apresentou o programa ao lado de Thiago.

 

Quando questionada sobre a diferença entre as oportunidades que o pagode proporciona para homens e mulheres, a cantora Alana descreveu o cenário musical como “extremamente machista”.

 

“Eu sinto a diferença quando eu bato hits, e aí quando você pega a minha agenda e compara com a de um cara que canta putaria, você vê a diferença aí. Começam a contratar aquele cara que está cantando putaria e não contratam meu som que está batendo leve”, explicou A Dama.

 

A artista continuou dizendo que acredita que se fosse um homem cantando as músicas que canta, ela teria uma agenda mais lotada.

 

“Existem mulheres do pagode que são melhores que muitos homens, mas elas não tem oportunidade. Então não são as músicas, é o machismo mesmo, por ser mulher. Por que música por música, estaria todo mundo desempregado, porque todos cantam a mesma coisa”, finalizou Alana

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

STJ nega liminar de Habeas Corpus à esposa de Binho Galinha e PM investigado por integrar milícia

Resumo da decisão: O Superior Tribunal de Justiça negou a medida liminar em habeas corpus da esposa do deputado estadual Binho Galinha, Mayana...

O que é misoginia? Projeto de lei leva debate para as redes sociais

Resumo: O Senado aprovou por unanimidade um projeto de lei que transforma a misoginia em crime equivalente ao racismo, alterando a Lei do...

VÍDEO: Nikolas Ferreira ironiza aprovação de lei que equipara misoginia ao crime de racismo: “Querem silenciar”

Resumo em poucas linhas: O Senado aprovou, por 67 votos, a equiparação da misoginia ao crime de racismo, modificando a Lei do Racismo...