O jornalismo repugnante que defende o racismo

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No triste domingo, 21 de maio, para o futebol mundial, Vinícius Júnior foi novamente vítima de violentas manifestações racistas na Espanha.

Técnicos, jogadores, times de futebol, a CBF e até o governo brasileiro saíram em defesa do atleta, que, inexplicavelmente, virou o alvo preferido dos ensandecidos torcedores espanhóis.

A nota destoante foi emitida pelo presidente de LaLiga, Javier Tebas, que se tentou acusar a vítima:

“Visto que os que deveriam não te explicam o que é e o que pode fazer LaLiga nesses casos de racismo, tentamos explicar nós mesmos, mas você não apareceu em nenhuma das duas datas combinadas que você mesmo solicitou”, escreveu no seu Twitter.

“Antes de criticar e insultar LaLiga, é preciso que você se informe bem, Vini Jr. Não se deixe manipular e certifique-se de compreender plenamente as competências de cada um e o trabalho que temos feito”, completou.

Jornalismo vergonhoso Igualmente revoltante foi o posicionamento do jornal Olé, da Argentina, que também preferiu destacar a confusão criada na saída de campo do brasileiro e criticou a postura de Vini ao ser expulso com uma provocação aos torcedores do Valencia.

“Vinícius foi muito mal: expulso a mando do VAR por atacar um rival e, ao sair de campo, provocou a torcida do Valência. Fez o ‘2’ com os dedos, fazendo referência ao fato de estarem na luta contra o rebaixamento para a segunda divisão espanhola”, postou o Olé em seu perfil no Twitter.

Na Espanha, o jornalista Cristobal Soria, com mais de 1 milhão de seguidores no Twitter, deu uma opinião repugnante:

“Um clube histórico e centenário como o Real Madrid não merece que um só jogador manche o seu escudo e a instituição em todos os campos da Liga espanhola, como voltou a fazer esta tarde Vinicius Junior”, escreveu.

Jota Jordi, que se identifica como “mediador desportivo”, e tem quase 800 mil seguidores, foi outro que criticou o jogador brasileiro:

“A coisa de Vinicius mandar torcedores como o Valencia para a segunda divisão é vergonhosa e deveria ser sancionada. Chega de permissividade com este jogador”.

A Espanha é signatária de diversos tratados internacionais, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, e está empenhada em promover a igualdade e a proteção dos direitos humanos.

A legislação espanhola tem uma abordagem abrangente para combater o racismo e a discriminação e estabelece penas para crimes de ódio e discriminação.

Deveriam começar a aplicar a lei contra o sr, Javier Tebas, presidente da LaLiga.

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