Servidores com deficiência terão direito a teletrabalho assistido por equipamentos específicos, decide CNJ

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Além de magistrados e magistradas, os servidores e as servidoras do Poder Judiciário com deficiência, necessidades especiais ou doença grave também passarão a ter direito a equipamentos específicos, quando estiverem atuando em regime de teletrabalho. O ato normativo foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na sessão desta terça-feira (24) e determina que os equipamentos sejam fornecidos pela unidade jurisdicional a qual o profissional estiver vinculado.

 

A medida foi implementada por meio de alteração na Resolução CNJ n. 343/2020, que institui condições especiais de trabalho para magistrados, magistradas, servidores e servidoras com deficiência, necessidades especiais ou doença grave ou que sejam pais ou responsáveis por dependentes nessa mesma condição.

 

“O que estamos propondo é englobarmos também os servidores e as servidoras [do Judiciário] de todo o Brasil que possuem deficiência e dependentes para que possam usufruir condignamente dessa proteção do Estado”, afirmou o conselheiro Sidney Madruga durante a 8ª Sessão Ordinária, acrescentando que não se trata de um benefício, mas de um direito já anteriormente assegurado aos magistrados e às magistradas. “Trata-se de seguir a Resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2008 e de seguir a Lei Brasileira de Inclusão”, ressaltou.

 

De acordo com a nova redação da resolução, no caso de comprovada inviabilidade de realização de audiência por videoconferência ou por intermédio de outro recurso tecnológico por conta das impossibilidades decorrentes das limitações físicas, serão designados magistrado ou magistrada para presidirem o ato ou servidor ou servidora para auxiliarem o Juízo.

 

Em seu voto, Sidney Madruga explicou que a proposta surgiu no âmbito das discussões do Comitê dos Direitos de Pessoas com Deficiência no âmbito judicial.O comitê foi criado para analisar e formular medidas que aperfeiçoem o atendimento do sistema de Justiça a pessoas com algum grau de dificuldade. O colegiado é presidido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca e coordenado pelo conselheiro Sidney Madruga.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MPF recebe pedido de investigação contra influenciador do perfil “Café com Teu Pai” por posts misóginos

Resumo curto: O Ministério Público Federal recebeu uma representação para investigar Breno Vieira Faria, policial rodoviário federal conhecido como Café com Teu Pai,...

Ex-Chelsea reage à ameaça de ministro israelense: “Não temos medo”

Resumo rápido: Hakim Ziyech, 33 anos, respondeu publicamente às ameaças do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, com a afirmação de...

Ludmilla aciona Justiça para registrar nome artístico após ‘confusão’ com Ludmillah Anjos; entenda

Resumo: a cantora Ludmilla encara uma disputa no INPI para registrar seus nomes artísticos, em meio a um histórico de indeferimentos por suposta...