Banco Central e instituições financeiras vão testar moeda digital em junho

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O Banco Central (BC) e 14 instituições financeiras vão testar o projeto-piloto do Real Digital. De acordo com o BC, a incorporação dos interessados selecionados à plataforma do projeto será iniciada até meados de junho de 2023. Nesta fase, serão testadas funcionalidades de privacidade, como risco de vazamento de dados sigilosos, e programabilidade por meio da implementação de um caso de uso específico – um protocolo de entrega contra pagamento (DvP) de título público federal entre clientes de instituições diferentes, além dos serviços que compõem essa transação. Esse caso de uso permite dar foco dos testes na privacidade, já que vai promover a troca de informação entre os participantes da plataforma, além de testar a programabilidade dos serviços oferecidos e a interoperabilidade. O especialista em crédito Fábio Ieger explicou que a moeda digital vai funcionar da mesma forma que o Pix. No entanto, com a moeda digital não existirá a possibilidade de saque de cédulas em caixa eletrônico. “É um projeto que vem para transformar a realidade do Brasil, onde não vai mais existir cédulas físicas de moeda. Assim como aconteceu com a correspondência, que se transformou em fax e agora é um e-mail, totalmente digital, com a moeda está acontecendo a mesma coisa”. comentou. Ieger também disse que a moeda digital poderá oferecer investimentos seguros. “Hoje, as criptomoedas, por exemplo, descem ou sobem absurdos do dia para noite. É um investimento de alto risco. E o real digital não vai ser assim. O risco que terá com o real digital é o mesmo que terá com o dinheiro na sua conta corrente. Não vai ter a volatilidade das criptomoedas”. De acordo com o especialista em fraudes digitais, Thiago Bertacchini , a tendência é que a moeda digital seja segura. “Praticamente impossível você conseguir interceptar uma transação e fazer um desvio. Ela traz instantaneidade de pagamento, baixo custo, e você não precisa ter uma conta bancária para realizar transações”, afirma. Outro foco é que o dinheiro ilícito seja mais fácil de ser identificado por meio da digitalização da moeda . “A partir do momento que o real é 100% digital, não dá para pagar sem que essa transação fique registrada. É uma forma da Receita e do governo acabar com a sonegação e com diversas fraudes. Terá o registro de onde saiu e para onde foi”, completou Ieger. Apesar de apenas 14 instituições participarem do projeto-piloto do Real Digital, o BC recebeu 36 propostas de mais de 100 instituições de diversos segmentos financeiros. O Real Digital faz parte da agenda integrada de inovação do sistema financeiro do BC, junto com o Pix e o Open Finance.

*Com informações do repórter David de Tarso.

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