Advogado diz que celular de Torres entregue à PF “apresentou falha técnica”

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Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (12/5), a defesa de Anderson Torres afirmou que o investigado entregou as senhas do celular à Polícia Federal (PF), como pedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores não teriam conseguido o acesso porque as senhas estariam erradas. No entanto, o advogado do ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL), Eumar Novacki, negou que isso tenha ocorrido.

“Ele apresentou as senhas. O que ocorreu foi uma falha técnica”, argumentou Novacki. O problema, segundo a defesa, teria decorrido de uma “falha conjuntural”.

Eumar Novacki acrescentou que a falha foi identificada em um relatório que tramita em sigilo e que a versão de “senhas erradas” para acesso aos arquivos de celular de Torres “não é bem assim”.

“As senhas não estavam erradas. Um laudo da PF que recebemos de modo sigiloso diz que houve uma falha técnica. Caso o ministro [Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal] determine um perito para fazer essa análise, vamos colaborar. Houve uma falha técnica para acessar dados de Anderson Torres”, reforçou Novacki.

Entrevista coletiva O advogado de defesa do ex-ministro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal também se pronunciou sobre a liberdade provisória do cliente, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

Torres estava preso desde 14 de janeiro e foi solto nessa quinta-feira (11/5). Ele está em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.

A decisão de conceder a liberdade provisória a Torres foi do ministro Alexandre de Moraes. Ele tomou a decisão após Novacki, em 2 e 4 de maio, reiterar o pedido de “revogação da prisão preventiva” ou, “ao menos, substituí-la por uma das cautelares elencadas no art. 319 do CPP ou pela prisão domiciliar”.

O ex-secretário, no entanto, segue proibido de deixar o Distrito Federal; de manter contato com os demais investigados; de usar redes sociais; e ficou determinado o afastamento do cargo que ocupa da Polícia Federal. O descumprimento de qualquer uma das medidas alternativas implicará na revogação e decretação da prisão.

Assista na íntegra:

Decisão do STF “As razões para a manutenção da medida cautelar extrema em relação a Anderson Gustavo Torres cessaram, pois a necessária compatibilização entre a Justiça Penal e o direito de liberdade demonstra que a eficácia da prisão preventiva já alcançou sua finalidade, com a efetiva realização de novas diligências policiais, que se encontravam pendentes em 20/4/2023”, argumentou Alexandre de Moraes na decisão.

Torres estava preso há quatro meses devido investigações sobre possíveis omissões de autoridades durante os atos golpistas ocorridos em Brasília, no dia 8 de janeiro. Ele chefiava a Segurança Pública do DF quando ocorreram as invasões nas sedes do Congresso, STF e Palácio do Planalto. Porém, estava em viagem para os Estados Unidos.

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