Grupo arrecada R$ 29 milhões para restaurar casa de Nina Simone

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Artistas compraram a casa da diva do soul em 2017 e querem incluí-la em programa de proteção ao patrimônio afro-americano

Reprodução/ National Trust for Historic Preservation

casa da cantora Nina Simone

Casa de infância de Nina, em Tryon, foi comprada por artistas para não ser esquecida

Um leilão de obras de arte e uma festa de gala em Nova York arrecadaram cerca de US$ 6 milhões (R$ 29 milhões, na cotação atual) para restaurar a casa natal da diva do soul e militante dos direitos civis Nina Simone, anunciaram os organizadores. “Este novo financiamento fará avançar de forma significativa os objetivos do nosso projeto de concluir a restauração completa da casa e de sua área externa”, disse Brent Leggs, diretor do programa para proteger o patrimônio afro-americano no National Trust for Historic Preservation. “Com este investimento, estamos no caminho de abrir as portas para visitantes em 2024.” O resultado superou com folga a estimativa inicial, que era de arrecadar cerca de US$ 2 milhões. O leilão eletrônico, que começou no último dia 12, terminou na segunda, com US$ 5,38 milhões, aos quais se somam US$ 500 mil angariados em uma festa de gala no último sábado, informou a Galeria de Arte Pace, que organizou a venda com a casa de leilões Sotheby’s. A casa modesta tem 60m² e três ambientes, com varanda na entrada e fachada de madeira pintada de branco. Ela fica em Tryon, interior da Carolina do Norte. Em 2017, a casa foi comprada por US$ 95 mil (R$ 472 mil) pelos artistas Julie Mehretu, Ellen Gallagher, Rashid Johnson e Adam Pendleton, para que não caísse no esquecimento.

Nina Simone teve uma relação difícil com os Estados Unidos, onde nasceu, em 1933, durante a segregação racial. Na casa de Tryon, onde viveu seus primeiros anos com os pais e os irmãos, a pequena Eunice Waymon (seu nome verdadeiro) foi cercada de música e começou a tocar piano aos 3 anos. O sonho de Nina de se tornar uma pianista clássica, no entanto, chocou-se com a recusa do conservatório da Filadélfia a admiti-la, o que ela atribuiu a racismo. Na década de 1960, Nina iniciou sua luta pelos direitos civis dos afro-americanos. Mudou-se posteriormente para a Europa, onde morreu em 2003, no sul da França.

*Com informações da AFP

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