Salvador recebe investimentos de R$ 15 milhões para obras de grande centro cultural afro-diaspórica da América

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A cidade de Salvador vai receber investimentos de R$ 15 milhões para compra de acervo e execução de obras pendentes do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). A informação foi anunciada pela prefeitura da cidade, nesta quinta – feira (01). As obras fazem parte da parceria da gestão municipal com a Sociedade Amigos da Cultura Afro- Brasileira (Amafro). 

 

Com as obras, o museu será transformado em um dos maiores centros da cultura afro-diaspórica da América, de acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias. Os investimentos serão destinados para compra do acervo e início da obra. 

 

O termo que garante a reforma foi assinado no Palácio Thomé de Souza e contou com a presença de diferentes autoridades. 

 

“A prefeitura vai atualizar o orçamento para, em seguida, celebrarmos um convênio, onde nós vamos executar as obras, tanto para terminar a primeira etapa do prédio, que já está, digamos, 80% finalizado, como para dar início à segunda etapa de restauro e reforma”, explicou o prefeito Bruno Reis.

 

“Com isso, a gente poderá ter em Salvador um museu que retrate a história afro. Um museu da negritude, onde a gente resgate a nossa história e possa potencializar a influência da cultura africana na formação do nosso povo. Salvador vai ter um dos melhores museus do mundo da cultura afro”, completou.

 

Segundo a diretora do Muncab, a transformação do museu será um “ganho” para a capital baiana. 

 

“Pensar esse espaço cultural, dinâmico, vivo, conectado com o que tem de mais moderno na cultura afro-diaspórica, com esse viés contemporâneo, é um ganho para a cidade”, disse Cíntia.

 

De acordo com o secretário de cultura, que também participou do evento, a chegada do museu é a realização de um sonho para a cultura da cidade. 

 

“A gente tem aqui um espaço que já tem uma história, de um museu, um sonho, que não se realizou ainda por várias questões. A prefeitura está totalmente dedicada a somar, para que Cintia, Jamile e a comunidade negra façam deste espaço um ponto de referência da cultura negra no Brasil e no mundo”, apontou Tourinho.

 

O chefe da Secult, contou ainda que parte da obra do espaço será entregue neste ano com um novo acervo. 

 

“A capital afro tem que ter o melhor museu afro do Brasil. É um museu que vai concentrar não só artistas tradicionais, como também jovens artistas negros do Brasil e estrangeiros”, afirmou.

 

Para Jamile Coelho, gestora administrativa do museu, o centro cultural é um local de memória, história e difusão da cultura afro no Brasil. 

 

“Representa o resgate dessa memória que, infelizmente, para muitos de nós, foi roubada. É de fundamental importância em Salvador, a cidade mais negra fora do continente africano, a gente estar fazendo essa parceria para poder entregar ao público esse espaço de memória, mas também de difusão e produção da cultura afro-brasileira”, pontuou Jamile.

 

Cintia Maria e Jamile Coelho assumiram no ano passado a gestão do Muncab, o fundador do museu, José Carlos Capinam, compositor e poeta da Tropicália, hoje é presidente de honra da Amafro.

 

O Muncab é localizado em dois prédios no Centro Histórico, onde funcionava o antigo Tesouro do Estado da Bahia e o serviço de assistência pública da cidade.

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