Significado sinistro: entenda as tatuagens dos faccionados do Comboio do Cão

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As investigações conduzidas pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), identificou características de algumas tatuagens usadas por integrantes da facção criminosa Comboio do Cão (CDC). Um dos presos ostentava um palhaço em um dos braços, o que remete ao fato de ser “assassino de policial”, segundo as apurações da operação Animus Necandi.

No entanto, o desenho analisado pelos investigadores trazia outras simbologias, representadas por cartas de baralho e dados usados em jogos de azar (veja foto abaixo). O número 121 remete ao artigo do Código Penal relacionado ao crime de homicídio. Já o 157 representa o crime de roubo. Ainda há os números 2 e 3 nos dados, mostrando que o roubo pode se transformar em latrocínio, representado pelo parágrafo terceiro, inciso 2 do artigo 157.

A prisão preventiva do tatuado, identificado como uma das lideranças do CDC, está relacionada um assassinato, ocorrido em 2010, e denunciado pelo Ministério Público do DF (MPDFT) em maio deste ano. A execução ocorreu em 16 de dezembro de 2010, em uma das ruas do Riacho Fundo II.

Veja imagens da operação Animus Necandi:

Múltiplos disparos De acordo com as investigações, a vítima foi assassinada com múltiplos disparos que atingiram as regiões do braço, ombro, perna e na cabeça da vítima. O homem foi morto pelo integrante do Comboio do Cão por ser associado a um grupo rival, que tentava dominar o tráfico de drogas na região.

A Operação Animus Necandi — do latim, intenção de matar ou vontade de matar — prendeu 27 autores de crimes contra a vida. Destes, 18 homicidas estavam em local ignorado e foram presos em várias regiões administrativas do DF. Todas as prisões ocorreram ao longo de três semanas.

De acordo com o coordenador da CHPP, Laércio Rossetto, o trabalho tem como alvo prender autores de crimes graves e que foram condenados, evitando a prescrição dos delitos. “Deixar de prender esses autores resultaria na falsa sensação de que os responsáveis por mortes de outras pessoas ficariam impunes. Isso geraria uma ideia de que sem a reprimenda estatal estariam livres para voltarem a matar”, disse.

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