Ações contra Randolfe e Cid Gomes avançam no Conselho de Ética do Senado

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O Conselho de Ética do Senado decidiu nesta quarta-feira (14), prosseguir com a representação contra os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Cid Gomes ( PDT-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO), Chico Rodrigues ( PSB-RR) e Styvenson Valentim (Podemos-RN). 

 

Chico Rodrigues entrou na representação emitida pelo Conselho de Ética, após ser flagrado tentando esconder dinheiro nas partes intimas durante uma operação da Polícia Federal. Na ocasião, ele era vice-líder do Governo do então presidente Jair Bolsonaro no Senado e tinha como assessor em seu gabinete Leonardo Rodrigues, o Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente. 

 

O parlamentar, que na época era do DEM, legenda que se uniu com o PSL para formar o União Brasil, atualmente está no PSB da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relator do caso de Rodrigues é o senador Renan Calheiros ( MDB-AL). 

 

Durante a sessão de hoje, o presidente do Conselho de Ética, senador Jayme Campos (União-MT), disse que uma representação contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria a relatoria sorteada. O senador Magno Malta (PL-ES), inclusive, foi escolhido para o posto, mas por ser do mesmo partido de Flávio, foi realizado um novo sorteio, e Zenaide Maia (PSD-RN) foi escolhida. 

 

A representação, no entanto, não era relacionada diretamente ao filho do ex-presidente e sim a Jorge Kajuru. Flávio é citado como autor da ação, após denunciar a ação do companheiro de Senado por divulgar em 2021 uma gravação feita de forma clandestina com o então presidente Jair Bolsonaro. Na gravação, eles criticavam sobre a decisão do STF que permitiu a instalação da CPI Covid-19.

 

A medida no Conselho de Ética contra o senador Cid Gomes, alvo depois de criticar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda em 2019, quando Lira não era chefe da Casa e liderava a bancada do PP, também teve prosseguimento. Cid era relator de um projeto sobre a partilha dos recursos do pré-sal e reclamava da pressão de um bloco liderado na época por Lira. O senador chamou Lira de “achacador” e “projeto de Eduardo Cunha” em referência ao ex-presidente da Câmara. O senador sorteado para analisar a representação foi Davi Alcolumbre ( União-AP)

 

O ex-deputado Daniel Silveira é o autor da ação contra Randolfe, que é líder do governo no Congresso. Silveira reclama que o parlamentar acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de corrupção e negligência por conta da atuação do governo passado na gestão da pandemia do coronavírus. O relator do caso será o senador Omar Aziz (PSD-AM).

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