Como pessoas reagem ao saber que celulares escutam conversas

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Uma pesquisa recente abordou a forma como os usuários de smartphones reagem ao perceberem que os anúncios que veem foram criados com base em suas conversas. Estas técnicas, usadas por empresas para customizar anúncios, têm gerado diferentes reações.

A pesquisa, realizada em 11 países pela NordVPN, uma empresa global de rede virtual privada, revelou que mais da metade dos americanos notaram anúncios de produtos ou serviços sobre os quais falaram recentemente ou viram na TV, mas não pesquisaram em nenhum dispositivo. No Reino Unido, este número chega a 45%, enquanto no Canadá e Austrália os resultados foram de 33% e 37% respectivamente.

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As reações do público, no entanto, variaram de país para país. Entre os britânicos, 49% disseram se sentir ‘seguidos’ ao notar uma propaganda do tipo, um número bem maior que os 39% dos americanos. No Reino Unido, 13% dos entrevistados revelaram sentir ‘medo’ ao perceberem estes anúncios, enquanto que 20% dos americanos afirmaram se sentir ‘felizes’ com esta forma de publicidade direcionada. 

  

Os anúncios são criados usando uma técnica conhecida como ‘rastreamento entre dispositivos’, que captura sinais ultrassônicos inseridos em peças publicitárias veiculadas em outros aparelhos. Anúncios do tipo aparecem mais em smartphones (78% em média) e cerca de 64% das pessoas não sabem como alterar as configurações do telefone para mudar as permissões de um aplicativo potencialmente invasivo.

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Há diversas maneiras de minimizar e evitar essa vigilância. A mais simples é revogar permissões de alguns aplicativos, especialmente aqueles que acessam informações de microfone e potencialmente coletam áudio. Uma outra opção é contratar uma VPN para impedir o rastreamento por IP, pois essas redes virtuais usam criptografia para ocultar esses registros.

 

A pesquisa da Organização Espanhola de Consumidores e Usuários (OCU) revelou que cerca de 90% dos usuários não revisam as condições de privacidade antes de aceitá-las. Do total de entrevistados, 75% também não estão preocupados com essa questão – mas deveriam estar. É essencial ficar atento quando um aplicativo usa seu microfone e ler cuidadosamente os termos e condições de uso dos aplicativos para entender o que está sendo compartilhado. 

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