Febre maculosa: Jundiaí tem 7 casos suspeitos; 2 estiveram em festa de Campinas

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São Paulo – A Vigilância Epidemiológica (VE) de Jundiaí, interior de SP, informou nesta quinta-feira (15/6) que a cidade investiga sete casos suspeitos de febre maculosa. Segundo o órgão, não há casos confirmados nem pacientes internados com suspeita da doença nesta quinta-feira (15/6).

Dois dos pacientesem investigação estiveram na Fazenda Santa Margarida, em Campinas, área de provável infecção. Os demais relataram ter frequentado áreas verdes na região de Jundiaí e em outras cidades.

O exame para a confirmação desses casos depende de análises de duas amostras de sangue, com intervalo de 14 dias entre elas.

Quatro pessoas que estiveram na Feijoada do Rosa, na Fazenda Margarida, em 27 de maio, morreram de febre maculosa. Entre elas, o piloto e empresário Douglas Costa, de 42 anos. Ele é morador de Jundiaí.

Ainda na região de Jundiaí, outro caso suspeito é investigado em Itupeva. Uma moradora procurou atendimento médico depois de sentir dores de cabeça e no corpo. Ela não esteve em Campinas.

Atendimento Os sintomas da febre maculosa são febre e dor no corpo, dor de cabeça ou manchas avermelhadas pelo corpo. Caso apresente os sintomas, procure o atendimento médico imediatamente, informando que esteve em áreas verdes, independentemente de ter identificado carrapato ou picada no corpo.

O período de incubação é de dois a 14 dias. Portanto, é importante considerar exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.

As pessoas com suspeita devem procurar os serviços municipais de saúde:

-Pronto Atendimento (PAs) da Ponte São João (rua Santo Antônio, 191) e Retiro (rua Maria Lúcia de Almeida, 100), que funcionam das 7h às 19h (com fechamento dos portões às 18h), PA Hortolândia (rua Campinas, 58, Vila Hortolândia), PA Central (rua João Lopes, 78, Praça Dom Pedro II), além da UPA Vetor Oeste (avenida Presbítero Manoel Antônio Dias Filho, 155), com atendimento 24h.

A Prefeitura de Jundiaí ressalta que realiza, de maneira permanente, trabalho de orientação e esclarecimento sobre febre maculosa, visto que a bactéria causadora da doença é endêmica no estado de São Paulo.

No período de inverno e seca, quando há maior risco de parasitismo, em decorrência da maior presença das formas imaturas desses artrópodes, o manejo em áreas públicas onde há circulação de animais hospedeiros de carrapatos (capivaras, bois e cavalos) é intensificado.

Febre maculosa A febre maculosa é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, que é transmitida por algumas espécies de carrapatos.

A infecção apresenta alta taxa de letalidade, mas tem cura. O tratamento deve ser iniciado precocemente com antibióticos específicos.

Sintomas Dor de cabeça intensa; Náuseas e vômitos; Diarreia e dor abdominal; Dor muscular constante; Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés; Gangrena nos dedos e orelhas; Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando parada respiratória. Na evolução da doença, também é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

Como é a transmissão? A transmissão da doença ocorre em ambientes silvestres, nos quais exista o carrapato Amblyomma cajennense, popularmente conhecido como carrapato-estrela. Para que ocorra a transmissão, é necessário que o carrapato fique fixado na pele por um período de cerca de 4 horas.

Como se proteger: Ao realizar trilhas e atividades de lazer ao ar livre, algumas precauções devem ser tomadas para evitar a febre maculosa: Evitar caminhar, sentar e deitar em gramados e em áreas de conhecida infestação de carrapatos; Em áreas silvestres, realizar vistorias no corpo em busca de carrapatos em intervalos de três horas para diminuir o risco de contrair a
doença; Se forem verificados carrapatos no corpo, não esmagar o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e infectar partes do corpo com lesões; Se encontrar o parasita, ele deve ser retirado de leve com torções e com auxílio de pinça, evitando contato com as unhas. Quanto mais rápido forem retirados, menor a chance de infecção; Utilizar barreiras físicas, como calças compridas, com a parte inferior por dentro das botas ou meias grossas; Utilização de roupas claras para facilitar a visualização e retirada dos carrapatos.

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