Procuradoria pede arquivamento de ação da CPMI contra Mauro Cid

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Logo Agência Brasil

A Procuradoria da República no Distrito Federal defendeu nesta quinta-feira (20) o arquivamento da denúncia apresentada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas de 8 de janeiro contra Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.ebcebc

No início deste mês, a comissão entrou com uma ação contra Cid após ele prestar depoimento e se negar a responder perguntas que não o incriminariam. Para os parlamentares da comissão, o ex-ajudante teria cometido “abuso do direito ao silêncio” ao rejeitar informar até sua idade.

Notícias relacionadas:

  • Constituição brasileira é traduzida pela 1ª vez para língua indígena .
  • CPMI diz ao Supremo que cogitou prisão de ex-diretor da PRF.

Ao analisar o caso, o procurador Caio Vaez Dias entendeu que Mauro Cid não cometeu nenhum crime e pediu o arquivamento do processo. Caberá à 10ª Vara Federal decidir a questão.

Antes do depoimento, uma liminar da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu a Mauro Cid o direito de ficar em silêncio diante de perguntas que pudessem incriminá-lo.

O ex-ajudante de ordens foi chamado para depor após a divulgação de mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) em seu celular na investigação sobre supostas fraudes nos cartões de vacina de Bolsonaro. 

De acordo com relatório de investigação da Polícia Federal, as mensagens evidenciam que Cid reuniu documentos para dar suporte jurídico à execução de um golpe de Estado.

Defesa

Procurado pela Agência Brasil, o advogado Bernardo Fenelon, representante de Mauro Cid, declarou que o Ministério Público agiu de “maneira precisa e em consonância com ordenamento jurídico” ao pedir o arquivamento.

Em nota, o defensor disse que a continuidade da representação da CPI seria “uma criminalização do direito constitucional ao silêncio”.

“Ninguém pode ser constrangido a responder algo que possa eventualmente lhe prejudicar, tendo em vista que isto configura, indubitavelmente, a base do princípio humanitário do nemo tenetur se detegere – (a não obrigação de constituir provas contra si mesmo ), historicamente conquistado para afastar abusos do poder punitivo estatal”, afirmou.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PMs da Casa Militar atiram contra suspeito com moto em assalto

Um assalto terminou neste sábado (28/2) com um suspeito baleado pela Polícia Militar em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Os PMs,...

Golpe no Facebook: homem perde R$ 76 mil ao comprar Mercedes-Benz fake

Quatro mulheres presas em Cuiabá por golpe do intermediário via Facebook Marketplace Quatro mulheres foram presas em Cuiabá (MT) nesta sexta-feira (27/02), durante uma...

PMBA celebra 201 anos em Teixeira de Freitas com homenagens às unidades do Extremo Sul e destaque para a 87ª CIPM

PM Bahia celebra 201 anos em Teixeira de Freitas com policiamento integrado na região Teixeira de Freitas sediou, na manhã de 27 de fevereiro,...