Assassinato da adolescente Cristal Pacheco completa um ano e família cobra júri de acusadas de latrocínio

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A morte da adolescente Cristal Rodrigues Pacheco, completa um ano nesta quarta-feira (2). O assassinato da jovem de 15 anos, ocorrido no Centro de Salvador, comoveu a Bahia e repercutiu em todo o Brasil.

 

O latrocínio – roubo seguido de morte – foi cometido por Gilmara Daiam de Sousa Brito e Andréia Santos Carvalho, que foram presas e estão no Conjunto Penal Feminino do Complexo Penitenciário da Mata Escura.

 

A jovem foi morta enquanto seguia para o Colégio Mercês, onde estudava, com a mãe Sandra Rodrigues e a irmã, de 12 anos, que presenciaram o assassinato. O crime aconteceu em frente ao Passeio Público, na região do Campo Grande.

 

As acusadas foram detidas em flagrante e tiveram prisão convertida para preventiva em audiência de custódia. Gilmara foi transferida para o presídio da Mata Escura onde está desde então. Andréia também está na unidade prisional.

 

Para o G1, o advogado de Andréia, Elmar Vieira, disse que entrou com o chamado “processo de incidente de instauração de sanidade mental” três meses após o crime, já que a acusada é dependente química. O advogado disse que juntou ao processo documentos e depoimentos que comprovam a condição clínica e psiquiátrica da acusada, que sofreria da doença desde os 13 anos.

 

O pedido inimputabilidade por causa da dependência química não impede que ela deixe de responder pelo latrocínio. O pedido requer que ela seja transferida para responder pelo delito em um hospital psiquiátrico, para que seja tratada pelo Estado enquanto estiver detida para cumprir pena. A defesa de Gilmara não foi encontrada.

 

Para a mãe de Cristal, o pedido de inimputabilidade por dependência química é uma manobra dos advogados para tentar soltar Andréia. “Se a família relatou que ela passou por internamentos anteriores, por que não insistiram nisso? Por que não cuidaram dela, para que evitasse chegar nesse ponto? Se ela fugiu, é porque tem consciência. Eu não tenho dúvida que de isso é uma artimanha dos advogados, para tentar amenizar a culpa. Ninguém vai trazer minha filha de volta, mas a justiça tem que ser feita. Por mais que ela tenha algum problema de saúde, ela tem que ser responsabilizada. Ela não estava inconsciente”, desabafou Sandra.

 

Na terça-feira (1º), houve a publicação de um despacho cobrando o resultado do exame da Andréia, que ainda não foi disponibilizado. Gilmara e Andréia foram denunciadas pelo Ministério Público da Bahia por latrocínio em agosto do último ano, mesmo período em que a Justiça as tornou rés.

 

O G1 procurou o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), para saber se há previsão de quando ocorrerá o julgamento de Gilmara e Andréia, que negou dar informações sobre o caso, porque o processo corre em segredo de justiça, já que a vítima era menor de idade.

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