Vereadores batem boca em audiência sobre fim do Aeroporto Carlos Prates

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Durante uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (3/8) na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), que trata sobre o Aeroporto Carlos Prates, o presidente do Legislativo, Gabriel Azevedo (sem partido), bateu boca com o vereador e vice-líder do governo, Wagner Ferreira (PDT), e com o secretário municipal de Governo, Josué Valadão.
Gabriel acusa Valadão de “perseguir” membros do legislativo belo-horizontino que discordam do secretário e afirmou que o projeto de habitação que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) é material para campanha política nas eleições municipais de 2024. 
“Josué Valadão não tem respeitado a autonomia do Poder Legislativo. Montou uma cena para discutir o Aeroporto Carlos Prates com a população e não escutou ninguém na farsa que promoveu por lá”, acusou o presidente da CMBH.
Em meio às críticas sobre o comportamento de Josué frente à Câmara Municipal, Gabriel classificou, sem citar nomes, o vereador Wagner como “lambe botas” e que a liderança dele na Casa é figurativa. O pedetista, neste momento, manifestou-se exigindo respeito ao partido, o que causou um tensionamento entre os parlamentares. 
  • Vereadora Flávia Borja pede retratação a Gabriel Azevedo, que se desculpa
A sessão foi encerrada pelo vereador Braulio Lara (Novo), que presidia a sessão, logo após os ânimos serenarem. Lara convidou Josué Valadão para a audiência pública que irá ocorrer no dia 14 deste mês.
O vereador Wagner Ferreira afirmou que o episódio desta quinta foi motivado por uma “disputa antecipada que ele [Gabriel Azevedo] vem criando junto ao prefeito Fuad Noman (PSD)”. 
“Fui apenas a bola da vez, que é a forma como o presidente da Câmara tem tratado os parlamentares da Casa: como mera oportunidade de ataque ao seu principal adversário, o prefeito Fuad Noman”, afirmou o parlamentar.
Wagner alega que as atitudes, classificadas por ele como “ofensivas de baixo calão que o presidente da Câmara tem utilizado”, trazem prejuízos ao debate.
“Os moradores da região do Carlos Prates saíram prejudicados num debate que transcorria bem sobre o aeroporto, assim como aconteceu recentemente na CPI da Pampulha”, afirmou.

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