Deputados relançam Frente em Defesa da PRF e dizem que “quem errou tem que pagar”

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Nesta mesma quarta-feira (9) em que uma operação da Polícia Federal prendeu o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, parlamentares de diversos partidos relançaram, em evento na Câmara, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da PRF. Segundo a presidente da Frente, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o relançamento foi uma mera coincidência. 

 

“Sem dúvida que estarmos relançando essa Frente nesse dia da operação é uma mera coincidência, mas não é coincidência o meu compromisso com esta categoria de servidores públicos. Eu criei essa Frente Parlamentar, nos idos de 2007, e evidente que durante o governo [Jair] Bolsonaro me afastei da presidência e passei ela para o deputado Hugo Leal”, disse ao Bahia Notícias a deputada Alice Portugal. 

 

Durante o evento de relançamento da Frente, compareceram deputados e senadores de diversos partidos. O agrupamento conta hoje com mais de 230 membros, e os discursos durante a solenidade seguiram na mesma linha: a necessidade de defesa da Polícia Rodoviária Federal acima das lutas políticas e das orientações e posicionamentos ideológicos dos parlamentares. Para Alice Portugal, a Frente Parlamentar quer ressignificar a instituição como uma “polícia cidadã”. 

 

“Hoje a Frente renasce com muita pujança, de uma PRF que quer se ressignificar como polícia cidadã, uma polícia que faz partos nas estradas, que combate a exploração sexual de meninos e meninas, que reorienta o caminho dos andarilhos para o tratamento. Essa é a Polícia Rodoviária Federal que a cidadania precisa. É uma polícia neutra do ponto de vista político, não obstante cada pessoa possa ter a sua definição política”, destacou a presidente da Frente Parlamentar. 

 

A prisão do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, e de outros agentes da instituição, esteve presente em alguns discursos de membros da Frente Parlamentar. O deputado José Medeiros (PL-MT), por exemplo, disse que é preciso impedir que a categoria seja usada politicamente por qualquer governo. “A PRF é uma instituição de Estado, não de governo, mas é preciso ter em mente que os policiais fazem o que lhes é mandado”, disse Medeiros. 

 

Alice Portugal elogiou a operação da Polícia Federal e disse que é preciso ir a fundo para que sejam devidamente responsabilizados aqueles que quiseram promover uma ruptura institucional no País. 

 

“Nós precisamos ir a fundo e culpabilizar aqueles agentes que quiseram golpear a democracia em nosso país, fazer duvidar da licitude dos votos, fazer tentar impedir que o eleitor chegasse até a urna, confiscar, portanto, o direito de votar. Esses todos terão que pagar. E o ex-diretor da PRF está pagando pelo que fez. Então, eu aprendi cedo que quem semeia vento colhe tempestade. É o que ele e outros estão colhendo no momento”, salientou a deputada do PCdoB da Bahia.

 

Outros deputados também reforçaram que “quem errou tem que pagar”, mas que a instituição devia ser preservada. Nesse ponto, segundo os parlamentares, a defesa da PRF deve envolver quem é de centro, de direita ou de esquerda, e que as forças de segurança não podem se transformar em braço armado de qualquer governo. 

 

Para o deputado Zé Neto (PT-BA), o lançamento da Frente no mesmo dia da prisão do ex-diretor Silvinei Vasques representa a confirmação da força da Polícia Rodoviária Federal como instituição. 

 

“A Frente é superapartidária, e hoje nós tivemos deputados e deputadas de todos os partidos de direita, de esquerda e de centro em busca de dias melhores, de mais diálogo com o governo, e isso pode ter certeza, vão ter. E do outro lado, fortalecimento da Polícia Federal, porque quem errou não é mais problema da Polícia Federal ou da PRF. É problema da Justiça, que está em busca da responsabilidade funcional de cada um. A ação policial que foi feita hoje teve muita precisão e minúcia. Portanto, acertada a decisão de criar a Frente e mais acertada ainda a ação judicial e policial que vai mostrando que se a gente quer uma polícia forte, dentro dela tem que ter pessoas que tenham responsabilidade”, afirmou Zé Neto. 

 

O evento realizado na Câmara contou com a presença de agentes da Polícia Rodoviária Federal e de pessoas que passaram no concurso do órgão, mas que ainda não foram chamadas a assumir suas funções. A deputada Alice Portugal e outros parlamentares que se pronunciaram destacaram que uma das lutas da Frente será a de garantir recursos e condições para que sejam admitidos novos agentes na instituição. Do concurso realizado pela PRF em 2021, 1.451 aprovados ainda não foram chamados para serem contratados.

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