Jerônimo clama por investigação para identificar autores da execução de Mãe Bernadete: “A ordem é ir buscar vivos”

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) ressaltou o trabalho de investigação das polícias Militar e Civil para identificar os autores da execução Maria Bernadete Pacífico, no Quilombo Pitanga dos Palmares. Cumprindo agenda em Antônio Gonçalves nesta sexta-feira (18), Jerônimo afirmou que não deu permissão para a polícia “fazer corpos” e disse que a ordem é buscar os autores ainda vivos.

 

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“Em nenhum momento vocês ouvirão da minha boca ordem para meu efetivo da polícia fazer corpos, nem de criminosos, nem de inocentes. A ordem é ir buscar vivo, prender, para que a gente possa fazer a correção das pessoas. Da mesma forma que eu defendo a PM, eu não permito em qualquer permissão, exijo respeito à nossa polícia, mas também estou atento. Se alguns policiais nossos cometerem ações equivocadas, eles deverão responder”, disse Jerônimo.

 

“A ordem é a gente continuar com a políticas dos três I’s: Integração, queremos uma parceria com os prefeitos, por exemplo, enquanto ação de câmeras. Integração com a sociedade, segurança pública não é só polícia; Integração com o governo federal, isso já estamos fazendo, vindo dinheiro, vindo orçamento. O ‘i’ de investimentos, estamos contratando, fazendo concurso, esfregando viaturas, comprando câmeras. Na quarta chegamos a mil prisões em usar uma arma, isso é pura inteligência. Então, integração, investimento e inteligência. A gente só combate o crime organizado com inteligência”, completou.

 

Questionado sobre o processo de identificação de possíveis mandantes, além da possibilidade de “queima de arquivo” durante as investigações para identificar os autores da execução de Mãe Bernadete, Jerônimo afirmou que a eliminação de provas afeta as investigações em todo território nacional. O governador também ressaltou que realizou um concurso para aumentar o número de efetivos na Bahia.

 

“Vimos agora recentemente as testemunhas do caso Marielle, é nacional esse processo. Uma senhora com mais de 70 anos, que não faz mal a nenhuma pessoa, ter sua vida retirada de forma tão violenta. É investigação. Fizemos isso agora, concurso para aumentar a quantidade de profissionais, além da inteligência, para que a gente possa pegar a pessoa como testemunha de fato. A gente quer saber se foi de mandante e quais seriam os interesses”, disse o governador.

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