Caixas-pretas de avião que caiu com chefe do Grupo Wagner são encontradas

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O Comitê de Investigação da Rússia (CIR) informou nesta sexta-feira, 25, que encontrou as caixas-pretas do avião de fabricação da Embraer que caiu há dois dias na região central do país com dez pessoas a bordo, entre elas, o chefe do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin. “A investigação recuperou as caixas-pretas. O estudo detalhado do local do acidente continua”, disse a entidade. Vários objetos e documentos também estão sendo recuperados, o que é essencial “para esclarecer as circunstâncias do desastre aéreo”, segundo o CIR. A imprensa russa especulou que alguém poderia ter roubado as caixas-pretas para evitar que fosse esclarecido se a queda foi um assassinato, como muitos veículos do país acreditam, e não um acidente. O RIC explicou que exames de DNA terão que ser realizados para identificar os dez ocupantes da aeronave, cujos corpos já foram encontrados. Quando o avião atingiu o solo na região de Tver, entre Moscou e São Petersburgo, os três membros da tripulação e os sete passageiros foram carbonizados. O Kremlin negou veementemente a “especulação” de que o presidente russo Vladimir Putin estaria por trás da queda. “É tudo mentira”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, em sua primeira entrevista coletiva por teleconferência após um hiato de quase três semanas.

“Ao lidar com essa questão, é preciso se basear em fatos”, ressaltou ele, embora reconhecendo que, no momento, “não há muitos fatos”, porque uma investigação está em andamento. Autoridades dos Estados Unidos disseram ao ‘The Wall Street Journal’ que o desastre foi de fato um assassinato, mas não por um míssil terra-ar – algo que o Pentágono também descartou – e sim por sabotagem com uma bomba colocada na aeronave. Putin rompeu ontem o silêncio sobre a queda do avião de Prigozhin, alguém que ele disse conhecer há 30 anos e a quem elogiou. Há dois meses, porém, o líder russo o acusou de traição quando Prigozhin se rebelou contra alguns setores do Kremlin e chegou com suas tropas a cerca de 200 quilômetros de Moscou, mas depois o recebeu no Kremlin e concordou em transferir seus mercenários para a vizinha Belarus. O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse hoje que não fazia “nenhum sentido” que as autoridades russas matassem Prigozhin e também descartou o envolvimento do chefe do Kremlin. “Para um chefe de Estado, isso é loucura. E ele não é um louco”, afirmou.

*Com informações da EFE

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