O que podemos aprender com o sucesso estrondoso de ‘Barbie’?

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A campanha está chegando ao fim, mas a dominação mundial da boneca mais famosa ainda não. “Barbie” se aproxima da arrecadação de 1,5 bilhões de dólares em sua bilheteria mundial e ultrapassou “Super Mario Bros.” como a de maior número nos Estados Unidos. O marketing, as roupas, a cor, tudo que remete a boneca loira ainda está em alta. Desde as semanas que antecederam seu lançamento até o momento do fechamento desta matéria, o filme de Greta Gerwig segue acumulando dinheiro e elogios, análises, estudos e até uma versão especial para o cinema IMAX nos Estados Unidos. O que podemos aprender com tudo que vimos até aqui?

“Barbie” vai ter continuação? Entenda! O primeiro de tudo é que as expectativas podem sim ser elevadas. De fato, ninguém sabia exatamente o que esperar: Comédia? Romance? Musical? E quando o filme chega aos cinemas e a gente ganha uma bomba de informações e reflexões, bem como a boneca tendo uma crise de identidade fortíssima ao se deparar com o mundo real feito para homens, é simplesmente genial.

As roupas da Barbie (Margot Robbie) são o ponto central e o Ken sempre se veste combinando com ela- Warner Bros. Pictures/ Divulgação O segundo ponto a se destacar aqui é que o marketing feito em torno de “Barbie” foi surreal. Algo que 90% das pessoas podem responder com facilidade: Conhece alguém que usou rosa para assistir ao filme? E quem comprou algo rosa para poder entrar na onda? As inúmeras vezes que você saiu na rosa e viu um metrô pink, um sanduíche especial, banners aqui e ali, exposições imersivas com o fundo da casa dos sonhos da boneca. Tudo contribui para o hype que a Mattel e a Warner construíram brilhantemente.

O que vem aí no “Mattelverso”?Famosos capricham nos looks rosa para assistir “Barbie” Ken (Ryan Gosling) e Barbie (Margot Robbie), sempre combinando – Warner Bros. Pictures/ Divulgação Não podemos esquecer também de que “Barbie” é uma ideia que vem de anos e anos. O roteiro e a produção caíram nas mãos certas: Além de Greta, Margot Robbie ‘encarnou com sangue’ a boneca e produziu o filme. Ela brigou pela ideia e disse que faria 1 bilhão para os acionistas da Mattel… e deu muito certo, pode ficar tranquila! E quando falamos de ideia, bato na tecla: O cinema pode tudo. Uma ideia pode ser a base para tirar um pouco de ferrugem de uma engrenagem cansada. Com isto aqui, algo que teoricamente seria sobre ‘nada’ virou sobre tudo.

Warner Bros. Pictures/ Divulgação Filmes e séries podem ser sobre tudo: Games, jogos de tabuleiros, bonecos articulados, super heróis, histórias reais, cenas históricas, dinossauros, a ideia sempre será o principal fato de um sucesso ou de um ‘flop’. Aqui, com a liberdade de expressão ao lado, temos o filme dando aquele grande spoiler: “Ideias vivem para sempre”. Por isso, não se assuste de “Uno” e “Barney” se tornarem sucessos e clássicos instantâneos. E isto é ótimo!

Foto: Reprodução/Instagram @barbiethemovie Outro ponto de destaque: Sabia que este é o único filme da história a ser dirigido, roteirizado, protagonizado majoritariamente por mulheres que bateram 1 bilhão?! Pois é, demorou anos e mais anos para a genialidade delas ser reconhecida de forma que mostrasse que o que “Barbie” traz em seu conceito e ironiza o fato de ‘uma companhia feita por mulheres ser dirigida por homens’ ou ‘ter duas mulheres presidentes em décadas’ é a mais pura verdade. E assim, também devemos destacar que é um filme com uma ampla concorrência, mas que deve ser indicada e varrer o Oscar. Não é todo dia que vemos história sendo feita nos cinemas, principalmente diante de uma crise que assombra Hollywood. A boneca conseguiu até mesmo alavancar “Oppenheimer” e elevar a sua bilheteria com o movimento saudável do “Barbenheimer”. Quando falamos em história, é muito mais sobre a potência que um filme pode causar no presente e no futuro, do que meramente seus lucros. Neste caso, temos os dois!

As roupas da Barbie (Margot Robbie) tem o rosa como prioridade – Warner Bros. Pictures/ Divulgação Aprendemos aqui a lição mais valiosa da arte: Nada é subjetivo. Tudo é válido. Tudo é cinema, mesmo que ruim ou bom. Sempre vai ter um público para consumir o seu produto e, no caso deste era um público majoritário. Quando os ‘haters’ odeiam… Bem, fica outra lição: Nada seria diferente. Não é feito para eles. Não é feito para manter uma onda conservadora e prejudicar o que podemos assistir com uma tranquilidade e uma leveza. No final, “Barbie” se sobressai e traz consigo o legado poderoso para tantas que vieram, foram e as que vão vir.

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