A Dama reflete sobre carreira no pagode baiano: “Quanto mais alcanço, mais longe estou da aceitação”

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Quando se pensa na presença de mulheres no pagode baiano, não é difícil lembrar de Alana Sarah, conhecida pelo nome artístico de “A Dama”. A artista ficou conhecida em toda Bahia com suas letras de representatividade feminina no gênero, estreando com o hit “Pirraça”. 

 

A cantora, que fez parte do ballet de alguns grupos de pagode, recebeu proposta para virar back dance de algumas bandas em Salvador e quis ir além. 

 

“Chegou um momento da minha vida, em que eu me cansei de ter que depender de um homem para chegar onde eu queria e comecei a perceber que eu poderia ir além. Essa dependência do homem estava me impedindo de dar voos mais altos, foi quando eu resolvi sair do projeto em que estava como back e tentar uma carreira solo”, lembra.

 

Mas a vida artística da cantora, nascida no bairro periférico de São Marcos, em Salvador, foi e ainda é cheia de desafios. 

 

“Ser uma mulher no pagode é um grande desafio. Ser uma mulher preta e lésbica, nesse segmento musical, todos os dias é um desafio maior, pois a aceitação é difícil. Parece que quanto mais eu alcanço, mais longe eu estou da aceitação”, conta. 

 

Recém-chegada de uma viagem à Inglaterra, para onde viajou a convite do grupo inglês City, representando a cultura e o pagode baiano no “Dia de Bahia”, Alana celebra suas conquistas e principalmente sua persistência. 

 

“Muito orgulho de mim por nunca ter desistido. Orgulho de muitas vezes ter tido que nadar contra uma maré de coisas e eu persisti, continuei. Meu empresário, que é um cara honesto, sempre acreditou em mim, sempre confiou no meu trabalho e sempre me incentivou a manter o foco, independente das críticas. Eu venho conseguindo alcançar lugares que antes nem sequer imaginava e tudo isso sempre com muita fé em Deus”, afirma.

 

 

 

 

 

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Mas se por um lado é fácil lembrar de Alana no segmento, citar o nome de, pelo menos, mais três artistas de pagode baiano não é tão simples. Para a cantora, o machismo impede a prosperidade de mais mulheres no gênero musical. 

 

“O machismo existe e é gritado, escancarado e as pessoas fingem não ver. Cobram muito do que uma mulher tem que cantar, do que uma mulher tem que fazer, mas quando um homem aparece fazendo o mesmo que a mulher, tá tudo lindo e merecedor. Acredito que faltam mais empresários para olhar para essas mulheres. Para entender que o mercado não pode ser apenas dos homens, que existem muitas mulheres que cantam pagode e que estão aí, esperando uma oportunidade e alguém que as apoie. As pessoas precisam abrir os olhos e os ouvidos para essas artistas”, conclui a cantora, que se apresenta neste domingo (17) no palco Pagodão do Salvador Fest.

 

Conheça o perfil de outras artistas de pagode baiano:

 

Aila Menezes 

 

 

 

 

 

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Nêssa

 

 

 

 

 

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Larissa Marques

 

 

 

 

 

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Rai Ferreira

 

 

 

 

 

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