Ídolos? Calleri, Luciano e Arboleda formam geração do São Paulo que precisava de um grande título

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O futebol nem sempre é justo. Os meio-campistas Zico, Sócrates e Rivellino, por exemplo, foram três dos melhores jogadores da história do Brasil, mas colecionaram fracassos com a camisa da seleção brasileira, principalmente em Copas do Mundo. Nos últimos anos, guardada a devida proporção, o São Paulo viveu um cenário parecido, com bons atletas deixando o Morumbi sem erguer taças. A história, porém, não se repetiu com a geração formada por Jonathan Calleri, Luciano e Robert Arboleda. Identificados com a torcida são-paulina, os três jogadores cravaram seu nomes na história do clube com o título inédito da Copa do Brasil, confirmado neste domingo, 24, contra o Flamengo.

Calleri talvez seja o atleta que mais precisava deste título. Após uma passagem marcante pelo São Paulo, no primeiro semestre de 2016, o atacante passou anos sendo desejado pela torcida enquanto rodava por times da Europa — no período, os direitos federativos do argentino pertenciam a um grupo de investidores. De volta ao Tricolor em 2021, o centroavante cansou de balançar as redes e se transformou no segundo maior artilheiro estrangeiro da história do clube — com 60 gols, ele está atrás apenas do uruguaio Pedro Rocha (119). Apesar dos números e de até ganhar música dos torcedores, o jogador passou a conviver com críticas por suas más atuações em momentos decisivos, como nas finais do Paulistão e da Sul-Americana do ano passado. Com a taça da Copa do Brasil, incluindo um gol na final contra os flamenguistas, Calleri recupera o prestígio de toda massa são-paulina.

O mesmo pode ser dito de Luciano e Arboleda. A dupla, é verdade, participou da conquista do Campeonato Paulista de 2021, responsável por tirar o clube de uma fila de nove anos sem taças. Os dois jogadores, entretanto, precisavam de um título mais relevante para consagrar a história construída no time. O atacante detém o posto de quarto maior goleador do São Paulo no Século XXI, com 62 tentos em quatro temporadas — apenas Luis Fabiano (212), Rogério Ceni (112) e França (69) estão à frente do atual camisa 10. Já o zagueiro é o jogador com mais tempo de casa. Contratado em 2017, o equatoriano passou por diversos momentos de crise, mas sempre foi apontado como um dos atletas mais regulares da equipe. Ao todo, o defensor participou de 245 partidas em sete anos, números expressivos para o futebol moderno. Assim, classificar os três jogadores como ídolos vai depender, claro, da opinião de cada torcedor tricolor. Fato é que o trio construiu uma bela trajetória até a conquista da taça inédita.

 

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