Suspeito de envolvimento no assassinato de Tupac Shakur é preso em Las Vegas quase 30 anos depois do crime

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Astro do hip-hop baleado em um tiroteio em 7 de setembro de 1996 e morreu em um hospital seis dias depois, aos 25 anos; Duane ‘Keffe D’ Davis confessou em seu livro que estava no Cadillac de onde saíram os tiros

file photo.HB//File Photo/Reuter

tupac

Rapper Tupac Shakur, que morreu há cinco anos, conquistou o primeiro lugar nas paradas de álbuns na semana que terminou em 1º de abril de 2001, com seu CD duplo póstumo ‘Until the End of Time’, de acordo com a Soundscan Data

A polícia de Las Vegas, Estado Unidos, prendeu um homem suspeito de envolvimento no assassinato do astro do hip-hop Tupac Shakur, morto há quase três décadas, informou a Associated Press na sexta-feira, 29. Duane “Keffe D” Davis, de 60 anos, foi preso na manhã desta sexta, embora as acusações exatas não tenham sido imediatamente claras. Shakur foi baleado em um tiroteio em 7 de setembro de 1996 e morreu em um hospital seis dias depois, aos 25 anos. Tudo aconteceu após uma brigada em um cassino. Em seu livro, denominado ‘Compton Street Legend’, Davis quebrou o silêncio sobre o crime e disse que os policiais prometeram que destruiriam as acusações e impediriam o grande júri se ele os ajudasse – em 2010, ele enfrentava prisão perpétua por acusações de drogas. No exemplar, David também relatou que estava no Cadillac de onde saíram os tiros que mataram Tupac. A mesma declaração também foi dada em uma entrevista a um programa do qual participou em 2018. Na ocasião, David chegou a incriminar o próprio sobrinho, Orlando “Baby Lane” Anderson, dizendo que ele esteve envolvido no assassinato do músico. Anderson sempre negou a responsabilidade pelo assassinato e, dois anos após a morte de Shakur, ele também foi morto em um tiroteio entre gangues. Segundo ele, o homem estava no banco de trás do Cadillac de onde partiram os disparos.

A prisão do suspeito acontece dois meses após a polícia invadir a casa da esposa de Davis em Las Vegas, onde coletou vários computadores, celular e disco rígido, uma revista Vibe que apresentava Shakur, várias balas calibre 40, um recipiente com fotografias e uma cópia do livro de memórias revelador de Davis de 2019, “Compton Street Legend”. Por anos não houve avanços no caso. Desde seu assassinato, a lenda de Tupac cresceu exponencialmente, tornando-o um emblema do hip-hop americano e a sua morte deu origem à criação de teorias da conspiração. Na época de sua morte, o quarto álbum de Tupac “All Eyez on Me”, estava nas paradas com cerca de 5 milhões de cópias vendidas. Em 2018, a Netflix lançou o documentário “Unsolved”, no qual Davis aparece alegando que estava no veículo com o homem que atirou em Shakur, mas não quis identificar o responsável. A polícia de Las Vegas havia alegado no passado que, apesar do grande número de testemunhas, a investigação estava paralisada devido à falta de cooperação. Desde seu assassinato, a lenda de Tupac cresceu exponencialmente, tornando-o um emblema do hip-hop americano e a sua morte deu origem à criação de teorias da conspiração. Shakur nasceu em 16 de junho de 1971 em Nova York, cresceu em meio à pobreza e à violência das ruas e ainda adolescente ingressou em uma escola de artes em Baltimore. O álbum “2Pacalypse Now” (1991) foi o primeiro passo de uma carreira em que se caracterizou pelo estilo “gangsta”, corrente do rap que aspirava retratar a miséria, a violência e o racismo dos guetos.

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