Tensão e fogo no parquinho do PSD de Fuad

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Antes das disputas externas, é preciso vencer as internas, causadas invariavelmente pelo chamado fogo amigo. Cada um gerencia o poder que acha que tem. No PSD do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, as lideranças mineiras nacionais do partido desejam vê-lo pelas costas. Como vice-prefeito eleito, Fuad assumiu a prefeitura após a desincompatibilização do prefeito Alexandre Kalil (PSD), que tentou em vão ser governador. Bem conhecido ou não, Fuad faz uma gestão aprovada e não comete desatinos. Se está pleiteando ou não a reeleição, é um direito natural que o assiste até manifestação contrária.
Ainda assim, o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, que preside o PSD mineiro, se entusiasmou com a expectativa de mais poder. Contratou o marqueteiro Cacá Moreno, vitorioso em campanhas eleitorais, para avaliar suas chances como pré- candidato a prefeito de BH.
Não é só o desejo que tensiona o PSD. Há movimentos até de oposição. Tanto Silveira como o senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Congresso Nacional, atuam para blindar e fortalecer o principal adversário do prefeito, que é o presidente da Câmara, Gabriel Azevedo. Nenhum deles atuou para buscar a pacificação entre os rixosos.
Tudo somado, antes de virar candidato à reeleição, o prefeito terá que rediscutir a relação com o comando do partido estadual e nacional. Afinal, se um comandante desses não quer, o outro não será candidato a nada. 

Novo faz incursão no PL

Depois de eleger e reeleger o governador de Minas, as lideranças do partido Novo querem ingerir o campo da direita que vai se abrindo para eles e os definindo ideologicamente. Agora, por exemplo, estão incentivando a candidatura a prefeito de BH de Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado no país. A tática do Novo não é feita sem interesse remoto. Pode ainda causar constrangimentos na medida em que tenta tirar do páreo quem já se colocou nele, por meio de seu partido, o deputado estadual Bruno Engler (PL).

Saia justa para deputados

Pelo menos quatro deputados estaduais devem estar fazendo terapia para sair da saia justa que o governador os colocou. Em 2001, os deputados Gil Pereira (PSD), Arlen Santiago (Avante), Sargento Rodrigues (PL) e Alencar Silveira (PDT) apoiaram, por governismo ou convicção, a inclusão do referendo (consulta popular) na Constituição Estadual para travar a privatização das estatais Cemig e da Copasa. Vinte e dois anos depois, eles continuam governistas e terão a convicção testada agora ante a votação da PEC de Zema que pede a exclusão sumária do mesmo referendo na venda desses patrimônios. Alencar e Sargento Rodrigues disseram que votarão para manter o referendo. Arlen adiantou que mudou de ideia e votará contra o referendo, porque hoje é um crítico da atuação da Cemig. Gil não quis se manifestar.

Calvário de Caiado

O governador goiano, Ronaldo Caiado (União), confessou, em entrevista recente, que a venda da Celg (Companhia Energética de Goiás) tem sido “o maior calvário” na gestão. “Nada tem penalizado mais o Estado de Goiás do que a falta de oferta de energia elétrica. A Celg era a maior empresa do Centro-Oeste brasileiro, mas foi tão corrompida, assaltada, dilapidada e vendida por R$ 1,1 bilhão. Foi a pior decisão do mundo, porque o estado perdeu a capacidade de ser o orientador de seu desenvolvimento econômico”, reclamou Caiado sobre a perda da estatal, que, cinco anos após a privatização, já está nas mãos do terceiro comprador. “Eles visam só o lucro”, arrematou ele.

Juros são sagrados

Com a experiência parlamentar de 25 anos, o ex-deputado Sávio Souza Cruz avaliou que a origem do endividamento dos estados está na criação de leis para sacralizar a despesa financeira. “É a garantia para a banca, que é o bezerro de ouro. O recurso para os juros tem que estar garantido, custe o que custar. Mais de 50% do orçamento da União é para pagamento de juros. Todo o resto, saúde, educação, forças armadas, transporte, cultura e meio ambiente, é menos do que o pagamento da dívida”, acusou ele, em audiência na Assembleia. Disse que o bom gestor, hoje, é aquele que, fiel à Lei de Responsabilidade Fiscal, é capaz de fechar hospitais e escolas para garantir recursos para o pagamento da dívida.

Judiciário projeta Minas

O sistema de Justiça resgatou a união política de Minas e o protagonismo dos mineiros em Brasília. Na última quarta-feira, o desembargador Afrânio Vilela foi aprovado pelo Senado para ser ministro do Superior Tribunal de Justiça. No mesmo dia, a promotora Larissa Amaral, a primeira mulher a dirigir a Associação Mineira do Ministério Público, foi eleita vice-presidente da Conamp, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público. No próximo mês, ela disputa a reeleição ao cargo de presidente da Associação ao novo biênio. Terá como concorrente o promotor Joaquim Rocha Dourado.

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