No primeiro momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não queria assinar decreto para estabelecer uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), reforçando o papel de militares na segurança pública. O chefe do Executivo dizia que não colocaria homens do Exército nas ruas e nas favelas. O temor era que confrontos entre militares e civis respingassem em seu governo.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, contudo, fez uma ressalva que mudou a opinião do presidente sobre a GLO. Dino disse que a medida poderia ser segmentada, sem necessidade de implementação em todo o território do estado em que fosse implementada, conforme publicação do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Lula então concordou com o reforço militar em portos, aeroportos e fronteiras, pois já compete à União fiscalizar essas áreas. Os militares atuarão nos aeroportos de Guarulhos e do Galeão e nos portos de Santos e Itaguaí. Já Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul terão a presença das Forças Armadas reforçadas nas fronteiras.
Ao todo, 3,7 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutico serão empregados na GLO.

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