Setor de comércio e serviços perdeu R$ 1,3 bilhão em faturamento bruto por causa do apagão na cidade de SP

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Nos cerca de cinco dias que ficaram sem energia elétrica na semana passada, as empresas do setor de comércio e serviços da cidade de São Paulo perderam pelo menos R$ 1,3 bilhões em faturamento bruto. É o que aponta um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O setor de serviços foi o mais afetado, com perdas de R$ 930 milhões no período. Em segundo lugar vem o setor do comércio, com prejuízo de R$ 430 milhões. Em entrevista à Jovem Pan News, Fábio Pina, que é economista da Fecomercio, explicou que a análise levou em conta o aumento de faturamento no final de semana: “Essas empresas perderam uma porção relevante de sua renda. Em especial, isso é pior ainda para pequenas empresas. A gente tem que considerar que, além da perda de vendas de quem estava fechado, a gente teve também uma eventual perda de estoques para muitas das empresas, como bares e restaurantes que tem que ter refrigeração. Muitos estoques foram perdidos. Eventualmente queima de equipamentos. Além dos R$ 1,3 bilhão de vendas que as empresas que ficaram fechadas perderam, tem uma perda de equipamentos, estoques e produtos. Isso não tem retorno, é uma perda significativa para estas empresas”.

A Fecomercio-SP tem orientado empresários cobre como gerir os estoques, coordenar o fluxo de trabalho, replanejar o orçamento do mês e principalmente lidar com os prejuízos já contabilizados. Inicialmente, os negócios afetados devem procurar vias administrativas para compensar os prejuízos. Caso isso não seja suficiente, a Fecomercio orienta a entrada com ações judiciais. “Os prejuízos das pequenas lojas, estabelecimentos e serviços, em grande medida são irrecuperáveis. Por isso que a gente imagina e está pleiteando que haja algum ressarcimento por parte da concessionária ou do Poder Público”, afirmou Pina. Empresas com avarias em equipamentos elétricos, por exemplo, podem pedir o ressarcimento dos custos de concerto para as concessionárias de energia elétrica, como determina uma resolução de 2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

*Com informações do repórter Victor Moraes

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