Crítica: Amar é Para os Fortes traz atuação exuberante de elenco negro

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A série brasileira Amar é Para os Fortes, do Prime Video, estreia nesta sexta-feira (17/11). Criada por Marcelo D2, além de Antonia Pellegrino e Camila Agustini, a produção foi baseada no álbum visual homônimo do cantor e se destaca, principalmente, pelo elenco talentoso.

O Metrópoles teve acesso aos episódios antes da estreia mundial no streaming e a atuação dos artistas negros em cena é exuberante. Clara Moneke, Maicon Rodrigues, Mariana Nunes, Tatiana Tiburcio e Breno Ferreira elevam o nível da produção durante os sete episódios disponíveis.

O roteiro traz uma história que é comum aos brasileiros. O assassinato de uma criança por um policial é o foco da história, mas surge uma ótica singular em Amar é Para os Fortes. Tanto a família do policial quanto a da criança são formadas por pessoas pretas.

As nuances que envolvem duas mulheres negras, mães, que sofrem por conta dos seus filhos, foram muito bem trabalhadas na produção. A diferença social existente entre elas, inclusive, acaba desmoronando conforme os episódios se desenvolvem.

Cultura negra A utilização da arte como meio de expressão e transformação social também é motivo de destaque. As diversas formas que a comunidade encontra para ser ouvida e buscar a sua forma de justiça contra um sistema imposto refletem a realidade do povo brasileiro.

Vale pontuar, também, a ambientação criada pela trilha sonora. As músicas escolhidas para dramatizar as situações de Amar é Para os Fortes são pontuais e abraçam a cultura negra em cena, representando também aqueles que assistem aos episódios no Prime Video.

Os figurinos dos personagens, principalmente os que são retratados na comunidade, devem ser exaltados. O estereótipo de uma favela pobre e sem referências não existe na produção. A representatividade negra por meio das roupas é um dos fatores que mais se destaca na vida real e também está presente na série, afirmando a importância do estilo próprio e irreverente das periferias.

Reflexões A produção acerta ao contextualizar fatos recorrentes na sociedade brasileira. A proximidade do tema com quem assiste faz com que novas reflexões sobre o assunto se desenvolvam, inspirando possíveis mudanças em uma realidade que está melhorando, mas segue cruel para o povo negro, oprimido, independente da classe social ocupada.

Avaliação: Ótimo

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