Diretor do maior hospital de Gaza é detido por Israel sob acusação de usar espaço como sede do Hamas

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hospital al shifa

O exérito de Israel anuncio que prendeu o diretor do maior hospital de Gaza, o Al-Shifa, sob acusação de usar o espaço como sede do Hamas. A corporação afirma que “muitas evidências” revelaram que o homem usava o hospital também como sede do grupo terrorista Hamas. “A decisão relativa à continuação da sua detenção será tomada de acordo com as conclusões da investigação e o envolvimento do diretor do hospital em atividades terroristas”, afirmaram as IDF (Forças de Defesa de Israel), em comunicado acrescentando que Mohamed Abu Salmiya foi tranferido para interrogatório. “Sob sua direção, o hospital foi palco de inúmeras atividades terroristas do Hamas”, acrescenta o comunicado. A investigação determinará “se ele será submetido a novos interrogatórios”, destaca. O Exército declarou ter “evidências” de que era um “centro” do Hamas e especificou que os seus recursos elétricos foram explorados pelo movimento islamista em uma “rede de túneis” localizada sob o edifício. Israel afirma que Al Shifa era o principal centro de comando das operações do Hamas na Faixa de Gaza. Durante dias, os seus soldados revistaram o estabelecimento, o maior do território palestino, sala por sala. “O Hamas armazenou inúmeras armas dentro do hospital”, disse o Exército israelense.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dois enfermeiros e outros médicos também foram detidos.  “Restam 180 pacientes, feridos e pessoal médico em Al Shifa. Exigimos a sua evacuação, já que eles não têm eletricidade, comida ou água”, disse Ashraf al Qidreh, porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas. “O Exército israelense dispara contra o hospital e anuncia pelo alto-falante que todos devem sair, ameaçando bombardeá-los”, insistiu. A organização palestina Crescente Vermelho afirmou que quatro pessoas foram detidas e que um paramédico permaneceu detido na quinta-feira. Abu Salmiya disse que recebeu uma “ordem” para evacuar o seu hospital, enquanto o Exército de Israel afirma ter evacuado o estabelecimento seguindo “o seu pedido”. O movimento islamista palestino, no poder em Gaza desde 2007, denunciou “firmemente” a prisão do doutor Mohamed Abu Salmi e de seus colegas. “Pedimos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e às organizações internacionais que trabalhem para a sua libertação imediata”, disse ele.

*Com inofrmações da AFP

 

 

 

 

 

 

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