Reféns libertados pelo Hamas são hospitalizados em Israel

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Os 24 reféns que foram libertados pelo Hamas chegaram aos hospitais de Israel, na noite desta sexta-feira, 24. O grupo foi transportado de até o Centro Médico Infantil Schneider, nos arredores de Tel Aviv, em dois helicópteros. De todos os repatriados, 22 foram enviados para Hatzerim e outros hospitais na área de Tel Aviv. Já os outros dois foram encaminhados para o Centro Médico Wolfson, na cidade de Holon, ao Sul da capital israelense. Após os exames médicos, os resgatados poderão fazer um contato inicial por telefone ou videochamada sob a supervisão de profissionais com suas famílias, com as quais poderão se encontrar fisicamente nos hospitais. “Aqueles que puderem ir para casa irão para casa. Ainda não sabemos suas condições médicas”, analisou o assessor israelense Ziv Agmon. “Essas pessoas não têm contato com os familiares e o mundo externo há 49 dias e muitos não sabem o que está acontecendo e até mesmo que alguns de seus familiares podem estar entre os mortos no ataque de 7 de outubro”, acrescentou. Em troca dos reféns, os israelenses se comprometeram em liberar nesta sexta 39 dos 300 presos palestinos (33 mulheres e 267 menores de 19 anos). Entre eles, há 49 membros do Hamas. A Cruz Vermelha também atuará nesta operação. Ela será responsável pela recepção dos presos palestinos que foram soltos.

A troca de reféns faz parte de um acordo firmado entre Israel e Hamas, no início desta semana. No trato, as duas partes também combinaram um cessar-fogo de quatro dias. Apesar da trégua, os israelenses alertam que esse cessar-fogo não significa o fim da guerra, e alertou os moradores de Gaza que não é para voltar para o norte do enclave palestino. “O movimento de residentes do sul da Faixa de Gaza para o norte não será permitido de forma alguma”, disse o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichay Adraee. Em uma mensagem dirigida expressamente aos habitantes da devastada Gaza, o porta-voz militar advertiu: “A guerra ainda não acabou. O cessar-fogo para fins humanitários é temporário. O norte de Gaza é uma zona de guerra perigosa e é proibido circular por ela”. Da mesma forma, recomendou que os habitantes de Gaza, “por segurança”, permaneçam no sul e reiterou que “só é possível deslocar-se do norte da Faixa para o sul através da autoestrada Salah al Din”, que se tornou a única via aberta por Israel para permitir que os palestinos fugissem da zona mais perigosa do enclave. A guerra no Oriente Médio já deixou 1.200 pessoas mortas em território israelense durante um ataque do Hamas, que também sequestrou 240 pessoas, e 14.500 pessoas mortas na faixa de Gaza, entre elas mais de 5.500 crianças.

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