Babá também acusa servidora do Senado: “Pegou meu braço com força”

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A servidora aposentada do Senado que bateu em uma diarista (veja o vídeo abaixo) também teria agredido a babá que cuidava da neta recém-nascida.

Veja:

Segundo a profissional, a violência aconteceu enquanto ela estava com o bebê no colo. Isso teria sido o único motivo para a patroa não ter dado continuidade à agressão.

O Metrópoles procurou a babá, que explicou a forma como foi agredida pela ex-patroa. “Ela pegou meu braço com força e só parou quando pedi que parasse, porque eu estava com a criança no colo”, contou.

Agressão A diarista agredida que denunciou na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a mulher conseguiu gravar o momento exato em que a aposentada do Senado a agride pelas costas com um tapa.

O vídeo mostra que, durante uma discussão, a proprietária da casa diz à funcionária que, se a colaboradora fosse responsável pela morte de uma planta, ela a mandaria embora. A vítima, no entanto, afirma que a planta já estava morta e não tinha mais nada a ser feito. Em seguida, a mulher parte para cima da empregada dando um tapa por trás.

A servidora aposentada mora com a filha e uma neta recém-nascida. A denunciante contou, de forma anônima, que trabalhava na residência com uma outra colega, que era babá da criança, enquanto ela fazia os demais serviços domésticos.

Ela relata que, além das ofensas, as trabalhadoras não receberam o pagamento do mês. “Nos primeiros dias eram mil maravilhas, prometia que iria pagar em dia e que tudo ia sair como o previsto, mas não recebemos pelo serviço e tínhamos de aguentar muito desaforo no dia a dia”, revelou.

Outras profissionais que já trabalharam na casa da servidora pública, em um apartamento localizado no Sudoeste, também relatam ter sido vítimas de violência física, verbal e, principalmente, psicológica.

A reportagem não irá identificar a servidora neste momento porque as denúncias feitas estão em fase inicial de investigação.

Ameaças jurídicas A ex-funcionária também diz que sofria constantes ameaças jurídicas. “A filha dela é ciente do que ela faz com as empregadas, mas atua como advogada da mãe. Quando íamos reclamar, dizia que estávamos ameaçando uma senhora de idade e nós podíamos responder criminalmente por isso”, disse.

“Éramos humilhadas. Ela (a patroa) dizia que nós não podíamos entrar em ação contra ela, porque somos pobres. Além de caloteira, é mau-caráter”, completou.

As domésticas cobravam os pagamentos pelo WhatsApp, mas eram constantemente ignoradas.

Veja:

Outra diarista relatou ter trabalhado apenas um dia na casa da servidora pública, mas que foi o suficiente para saber que não deveria continuar.

Ela revela também não ter recebido pagamento. “Percebi que ela não ia pagar minha diária e acabei saindo de mãos abanando. Trabalhei um dia inteiro à toa”, lamentou.

A reportagem não conseguiu contato com a servidora do Senado nos telefones indicados. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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