Polícia indicia 2 suspeitos por ataques no Bar Brahma, no centro de SP

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São Paulo — A Polícia Civil indiciou dois suspeitos de atacar o Bar Brahma, no último domingo (3/12), no centro de São Paulo. A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Ele afirmou que a dupla responderá por crime de dano ao patrimônio.

Em um post na rede social X, Derrite também disse que a polícia identificou outros dois suspeitos de vandalizar o bar. “Um deles [havia sido] preso em setembro, por furtar celular na Estação Liberdade, mas [foi] solto em audiência de custódia”, detalhou o secretário.

O ataque ao bar, em um dos endereços mais icônicos da capital paulista — o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João —, ocorreu durante uma confusão generalizada no estabelecimento.

O episódio caótico teria começado após uma tentativa de furto. O suspeito de cometer o crime foi detido por pessoas que estavam na região e agredido por um grupo. Outras pessoas, então, começaram a apedrejar o bar, até que o suposto ladrão fosse solto pelas pessoas, segundo a Polícia Militar.

Em entrevista ao Metrópoles nesta semana, o proprietário do bar, Álvaro Aoas, disse acreditar que a solução para a região central da cidade passa por três pilares: mais presença policial; manutenção das prisões de criminosos pelo Judiciário; e participação das pessoas nas atividades culturais da área.

“Está na hora de todo mundo, desculpe o termo, levantar a bunda da cadeira e fazer o seu papel. Todos os centros no mundo inteiro foram resgatados por meio da economia criativa, do entretenimento, da gastronomia, dos espaços culturais”, comentou Álvaro. “Conclamo e convoco as pessoas a participar dessa resistência de uma forma positiva, frequentando esses lugares. A vida vai trazer uma pressão para todo esse sistema, para ele funcionar.”

O empresário disse ver de forma positiva a união entre prefeitura e governo estadual para projetos de médio e longo prazos no centro, mas fez uma ressalva: “O paciente está na UTI [unidade de terapia intensiva]. Ele não vai chegar lá se não tiver um tratamento de choque agora”.

Depois do ataque, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) prometeu mais 1,5 mil policiais militares no centro de São Paulo, no âmbito da Operação Delegada, o “bico oficial” da PM, por meio do qual agentes reforçam, nos dias de folga, a segurança nas ruas da cidade.

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