Pai e filho são liberados de presídio após prisão equivocada por triplo homicídio em Feira de Santana

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Pai e filho suspeitos de triplo homicídio foram liberados do Conjunto Penal de Feira de Santana, após absolvição concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ao site Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o advogado de defesa, Hércules Oliveira, afirma que os homens trabalhavam como sapateiros e foram presos equivocadamente.

 

O crime ocorreu em fevereiro de 2022, com o assassinato de Jéssica Souza da Cruz, de 28 anos, o companheiro dela, Pedro José Correia dos Santos, 36 anos, e a filha do casal Mayla da Cruz Correia, de 11 anos. Na ocasião, os suspeitos invadiram a casa, no bairro do Campo Limpo, e alvejaram a família, que foi encontrada morta em diferentes cômodos da residência.  

 

“A própria prova pericial, levantada pela Polícia Civil com a quebra dos sigilos telefônicos, quando submetida a uma sindicância pela defesa, quando fizemos uma investigação defensiva à parte, chegou à conclusão de que eles estavam a cerca de 14 quilômetros de distância do local do fatídico. O relatório da Polícia Civil dizia que eles estavam o tempo inteiro na rua Ipanema. Quando nós sindicamos essa prova da polícia, ela caiu por terra”, declarou a defesa da dupla. 

 

De acordo com Hércules, os suspeitos e a família trabalhavam como sapateiros e a prisão foi injustificada. “Ficaram presos por mais de um ano diante de uma acusação que é uma aberração jurídica. O pai trabalha ali na porta da prefeitura há mais de 50 anos como sapateiro, conhecido de todas as pessoas dessa cidade. Os filhos seguem o mesmo caminho, consertam os sapatos desde quando nasceram. Então, nós fomos buscar um trabalho concentrado para provar a inocência. Estamos diante de dois inocentes”, relatou.

 

A defesa acredita que a linha de investigação da polícia foi enviesada, já que se baseou num suposto desentendimento entre um dos suspeitos e Pedro, uma das vítimas. “Existia uma notícia que não se confirmou, que o Pedro teria subtraído um valor da casa do sapateiro, cerca de 45 mil reais, isso não se confirmou.”, afirma. O advogado alega que haviam outras vertentes de investigação que não foram devidamente apuradas. A Polícia Civil não informou se deve retomar as apurações. 

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