Para Pedrinho da Rocha, Carnaval perdeu o potencial de lançar grandes nomes quando migrou para a iniciativa pública

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Durante o bate papo no Podcast Bargunça desta terça (19), o publicitário Pedrinho da Rocha foi questionado sobre o formato atual do Carnaval de Salvador e afirmou que não concorda com muita coisa. 

 

“É desleal, o carnaval quando era feito pela iniciativa privada era muito melhor, quando você fala que o setor público está fazendo, ele tem o interesse político. Vou dar um exemplo aqui: o bloco era uma startup, ele lançava o artista numa festa, havia um laboratório antes, e se esse artista fizesse sucesso a gravadora levava ele. Então, o bloco pegava a menina que cantava no barzinho e dizia: “agora vai ser você”. Lançamos Carla Visi com um sucesso no Brasil em um mês, então o poder do bloco era muito grande”, afirmou. 

 

Segundo Pedrinho, os blocos tinham um grande potencial de lançar nomes de sucesso. “Lembro que Luiz Caldas começou no Beijo, fez sucesso e o Camaleão levou, o Beijo então pegou outro cantor, Jorge Zarath, veio o Crocodilo e levou ele… Então havia um movimento, o bloco perdia um cantor e ele lançava outro. A partir do momento em que o poder público contrata, ele só contrata os tops, não vai abrir espaço pra ninguém, a não ser que o cara tenha dado uma sorte, fora isso não vai surgir mais ninguém. Toda aquela pulsação de lançamento dos anos 90 foi por conta da startup dos blocos e quem determinava era o folião. A música ia pra festa e se fosse bem aceita ia pro disco e depois pro trio. Hoje você não vê isso, está na mão do artista, infelizmente perdemos isso”, disse. 

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