Rússia: conselheiro de segurança pode ter ordenado morte de Prigozhin

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A morte do líder do grupo mercenário Wagner, Yevgeny Prigozhin, teria sido ordenada pelo chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev. O Kremlin nega quaisquer envolvimentos com o caso. As informações são do The Wall Street Journal.

A hipótese é de que uma pequena bomba tenha sido colocada sob a asa do avião em que Prigozhin estava, quando ele esperava no aeroporto de Moscou.

Patrushev teria alertado o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre sua relação com Prigozhin. Contudo, Putin não teria dado ouvidos devido aos sucessos do grupo liderado por ele, de acordo com fontes das agências de inteligência ocidentais e um ex-oficial da Rússia.

Patrushev também esteve presente durante a ligação do mandatário russo com o líder do grupo mercenário, na qual ele reclamava da falta de suprimentos.

Prigozhin teria, ainda, ficado irritado com os planos de incluir o grupo Wagner ao Ministério da Defesa da Rússia – e iniciou um motim contra o ministro da Defesa, Sergei Shoigu. Então, o grupo Wagner ocupou a cidade de Rostov-on-Don e assumiu o controle de um quartel-general. 

Com isso, Patrushev teria elaborado um plano em agosto para “se livrar” de Prigozhin, e Putin não teria se oposto.

“Você pode ver qual era o plano de Putin – manter o homem morto andando para que eles pudessem continuar a descobrir o que aconteceu”, afirmou o ex-chefe da CIA em Moscou, Rolf Mowatt-Larsson, ao The Wall Street Journal.

Entenda O lídere do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, morreu em uma queda de avião em uma quarta-feira (23/8). A Rússia afirmou na época que o avião da Embraer que o transportava pode ter sido derrubado. A informação foi dada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em conversa com a imprensa.

Além disso, após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insinuar o envolvimento da Rússia no acidente aéreo, o próprio presidente russo, Vladimir Putin, se manifestou.

A guerra na Ucrânia

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro do ano passado e, desde então, ambos países travam uma guerra na região. Um ano após a invasão, Putin mantém a ofensiva.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 40% da população ucraniana precisa de ajuda humanitária.

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