Banco Central vai propor novas regras de pagamento internacional ao G20

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira, 7, que vai propor ao G20, ao G7 e ao Banco de Compensações Internacionais (BIS) um conjunto de regras para pagamentos internacionais. A declaração foi feita durante o Encontro Anual Drex 2023, evento que tratou sobre o futuro digital do sistema financeiro nacional.”Uma das coisas que a gente quer fazer no G20 é uma taxonomia de pagamentos internacionais. Estou trabalhando com o presidente do Banco Central da Itália, Fabio Panetta, para a gente desenhar um conjunto de regras. Uma vez que a gente resolver o problema de tecnologia e de liquidação, essa é a governança de pagamento internacional, os países que quiserem participar terão que aderir mais ou menos a essas regras”, disse Campos Neto. Durante o evento, o presidente do BC defendeu que, com a inteligência artificial, será possível a implementação de um marketplace de serviços financeiros no Brasil, que servirá para gerar competitividade entre os bancos pela preferência do cliente. “Estamos desembarcando em um caminho de marketplace de serviços financeiros. Se você tem quatro ou cinco contas de banco, não faz sentido ter quatro canais de entrada, você vai puxar os seus dados e escolher um lugar para olhar os seus dados”, explicou Roberto.

Em relação à criação de uma moeda comum entre o Brasil e Argentina, proposta defendida anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Campos Neto se opôs ao dizer que uma moeda digital beneficiaria a intermediação de todo o comércio internacional, não apenas com o país vizinho. “Já enfrentei no Brasil duas vezes o debate de querer fazer moeda comum com a Argentina e fui contra nas duas vezes. E no final das contas, acho que esse debate vai ficar bem velho bem rápido. Porque se a gente tiver todos os países com moeda digital, todas as moedas digitais conectando com liquidação imediata, qual é a vantagem de você ter uma moeda única, se você pode ter a mesma vantagem que é a velocidade e a diminuição de fricção de custos de intermediação no comércio internacional, basicamente tendo um sistema digital”, iniciou. “Você vai além de governos, vai para pessoas também, então você traz esse benefício em termos de comércio internacional para todo tipo de transação transfronteiriça”, finalizou.

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