Brasil deve entrar na Opep+, mas não será sujeito a cotas, aponta presidente da Petrobras

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O Brasil analisa o convite e deve aceitar fazer parte da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), grupo seleto de grandes produtores de petróleo de todo o mundo. No entanto, a Petrobras não deve entrar em nenhum regime de limite de cota de produção, como informou o presidente da companhia, Jean Paul Prates. O executivo está em viagem internacional junto da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a COP-28, cúpula da ONU que debate a emergência climática global. Em entrevista à Jovem Pan News, Prates descartou qualquer possibilidade de aceitar limites da OPEP+ para a produção de petróleo, em respeito à governança e estatuto social da companhia. O convite para o grupo de países exportadores de petróleo surgiu durante a visita do secretário geral da OPEP+, Haithmam Al-Ghais, ao Brasil neste ano. O representante se reuniu com o presidente da Petrobras, visitou instalações e também se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Prates, o secretário geral acredita que o Brasil é importante porque os países da OPEP+ se preocupam com a transição energética. Neste sentido, o país é peça fundamental na sustentabilidade do planeta. “Não tem cota. A OPEP+ é uma plataforma de análise de cooperação com a OPEP. Eles chamam outros países, que não tem direito a voto e não são impostas cotas a estes países. Nós jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota ao Brasil, ainda mais com apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota”, afirmou Prates em entrevista à Jovem Pan News.

O ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Aurélio Amaral, aposta que o Brasil será um forte colaborador na OPEP+, mas isto não deve gerar grandes mudanças: “Da forma como foi anunciado, não vejo nenhum impacto relevante no mercado brasileiro por hora”. Atualmente, a produção de petróleo do Brasil beira quase 4 milhões de barris de petróleo ao dia. O pico produtivo deve ser atingido em meados de 2030 e pode chegar a 5 milhões de barris ao dia.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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