Na Argentina, Bolsonaro fala que esquerda é inimiga, não adversária, e chama Lula de ‘pró-terrorista’

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javier milei e jair bolsonaro

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente eleito da Argentina, Javier Milei, se encontraram nesta sexta-feira, 8, em Buenos Aieres, dois dias antes da cerimônia de posse do libertário, na qual Bolsonaro vai participar. À imprensa, após sair da reunião, o brasileiro comentou sobre o encontro. “Foi uma reunião entre amigos. Ele fez um retrato de como está a Argentina. Está bem consciente da tremenda responsabilidade que tem, visto a situação como se encontra o seu país”, disse. “Ele tem esperança, com time que está formando, de realmente encontrar o ponto de inflexão e a Argentina voltar a ser realmente um país economicamente reconhecido no mundo todo”, acrescentou o brasileiro, que também revelou que não o resultado das eleições não o surpreenderam. “Os argentinos votaram pela mudança”, disse. Bolsonaro foi um dos apoios internacionais mais entusiastas que o ultradireitista argentino recebeu durante a prolongada campanha eleitoral, que culminou com a sua vitória sobre o peronista Sergio Massa, no segundo turno de 19 de novembro. Milei será empossado no domingo, 10.

Durante sua fala aos repórteres, Bolsonaro foi questionado sobre o que pensava sobre a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à cerimônia de posse. “Não dou opinião sobre esse cara”, respondeu, enquanto, paralelamente, entoava o coro de um grupo que dizia: “Lula ladrão, seu lugar é na prisão!”. Tratado como corrupto por Milei durante toda a campanha presidencial, o presidente do Brasil desistiu de comparecer à posse mesmo após o líder eleito na Argentina ter dito que ele seria bem tratado e mandado uma carta ao brasileiro falando sobre a importância dos países permanecer unidos. Posicionamento que foi contra suas falas durante a campanha. O Brasil será representado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Outros líderes de extrema direita convidados por Milei para os eventos são o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, e o líder do partido espanhol Vox, Santiago Abascal.

Bolsonaro, que viajou para a Argentina junto com cinquenta governadores, legisladores e líderes políticos brasileiros relacionados, chegou à reunião com Milei depois de dar um passeio pela turística rua Florida. “O mundo está muito dividido entre esquerda e direita. Sou um pouco radical nesse assunto. Eles não são adversários, são inimigos”, havia declarado anteriormente à Rádio Mitre. “A gente defende a democracia, liberdade o livre-comércio, a relação entre os povos e a autonomia de cada país”, disse, acrescentando que quado a esquerda chega no poder o país perde. “Só tem um objetivo, poder a qualquer custo. Assim como a Argentina empobreceu com a esquerda, o Brasil também empobreceu com a esquerda”, assegurou. Durante a entrevista, Bolsonaro também disse que Lula é pró-terrorismo e pró-Hamas. “Sempre fui admirador do Estado de Israel. Nesse episódio, para você ver a enorme diferença entre mim e o Lula, eu sempre estive do lado de Israel. Lula não admite tratar o Hamas como um grupo terrorista”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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