Petrobras estuda a possibilidade de criar uma subsidiária na Arábia Saudita

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A Petrobras estuda a possibilidade de ter uma subsidiária no Oriente Médio, a Petrobras Arábia. Ideia foi cogitada pelo presidente da estatal brasileira de petróleo, Jean Paul Prates, que encomendou estudos de viabilidade. Na região estão os principais produtores de petróleo de todo o planeta e, recentemente, o Brasil foi convidado para ingressar na OPEP+ extensão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e entidade fundamental para definir os rumos do preço da commodity globalmente. O convite deve ser aceito formalmente no ano que vem. De acordo com o que afirmaram Prates e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil quer ter uma participação colaborativa na OPEP+ e não via entrar no regime de cotas, típico dos membros permanentes da OPEP. Objetivo é mostrar para os grandes produtores de petróleo que é hora de fazer investimentos pesados na transição energética e em energias sustentáveis e deixar para trás o foco exclusivo na produção de combustíveis fósseis.

“A gente poderia fazer investimento cruzados entre a Petrobras e empresas da Arábia Saudita para produzir fertilizantes e dar uma garanti ao mundo frente a incerteza criada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. É esse desafio que nós queremos fazer aos nossos amigos da Arábia Saudita, que vocês construam parcerias com os nossos empresários”, declarou Lula ao ser questionado sobre a possibilidade da Petrobras ter uma subsidiária no Oriente Médio, durante visita à Arábia Saudita. Em entrevista à Jovem Pan News, o presidente da Petrobras esclareceu que o objetivo principal da subsidiária seria reduzir a dependência brasileira de fertilizantes. Atualmente, o Brasil importa grandes volumes de fertilizantes para atender o mercado nacional. Países do Oriente Médio e a Rússia lideram este mercado. O estudo encomendado por Prates prevê que empresas do Catar e Arábia Saudita se associem minoritariamente à Petrobras em projetos para a produção de fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro. Parcerias com chineses e para a expansão do refino no Brasil também estão em análise.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga

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