Família de passageiras do helicóptero faz vaquinha e recruta mateiros

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São Paulo – Familiares das passageiras que estavam no helicóptero que desapareceu na região de Salesópolis, no Alto Tietê, organizaram uma vaquinha para reunir recursos para auxiliar na procura pela aeronave. Nesta sexta-feira (5/1), as buscas chegaram ao 5º dia. A Força Aérea Brasileira sobrevoa uma área de 5 mil km², com apoio do Comando de Aviação da Polícia Militar (PM) e do Serviço Aerotático (SAT) da Polícia Civil.

O helicóptero de modelo Robinson R44 e prefixo PR-HDB partiu do Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, em direção a Ilhabela, no litoral norte do estado. A aeronave foi localizada pela última vez no radar por volta de 15h20 do dia 31. Havia três passageiros no helicóptero: Raphael Torres, Luciana Rodzewics e Letícia Ayumi, além do piloto Cassiano Tete Teodoro.

Pouco antes de a aeronave desaparecer, Letícia enviou mensagens para o namorado avisando sobre as más condições climáticas. Ela gravou um vídeo em que o helicóptero aparece totalmente coberto por neblina, sem nenhuma visibilidade. Letícia afirma, inclusive, que o piloto fez um pouso de emergência “no meio do mato”.

Clara Silvia, irmã de Luciana, diz que o sentimento de angústia tomou conta da família e que tem tido dificuldade para dormir: “Não aguento mais. É muito angustiante”.

Segundo ela, a vaquinha foi temporariamente suspensa pela plataforma online, porque a família não havia especificado de que maneira o dinheiro seria utilizado. Eles estão tentando resolver o problema para que a arrecadação seja restabelecida.

Mateiros Clara Silvia afirma que a família está em busca de mateiros para auxiliar nas buscas. O pai e o namorado de Letícia foram até a região de Salesópolis para contratar moradores com experiência na mata fechada.

Piloto teve licença cassada Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cassiano já recebeu mais de 17 autos de infração e chegou a ter a licença de piloto cassada, em setembro de 2021, por “conduta grave de fraude”.

Em 2022, o MPF também recomendou o fim da prestação de serviço das empresas responsáveis pelo helicóptero que sumiu. Para os procuradores, elas atuavam de forma clandestina.

A aeronave não possui licença para o serviço de táxi aéreo. Ainda assim, segundo o MPF, Cassiano e as empresas faziam “propaganda de serviços aéreos não autorizados” nas redes sociais.

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