Servidor pagou tratamento de R$ 70 mil de amigo acusado de executá-lo

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Manelito Lima Júnior é apontado como o principal suspeito pelo assassinato do policial penal de Goiás e empresário José Françualdo Leite Nobrega (foto em destaque). Ambos tinham uma amizade de 15 anos. Segundo a família do servidor, a vítima chegou a pagar um tratamento de coluna e ainda ajudou o algoz a ter um apartamento.

“Meu irmão considerava Manelito como um irmão”, afirmou o servidor público, José Fagner, 39, irmão Françualdo. O suspeito trabalhava na loja de material de construção do policial penal.

Segundo a investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), conduzida pela delegacia de Águas Lindas (GO), funcionários da empresa do policial penal, incluindo Manelito, executaram o patrão para ocultar os desvios na empresa. O grupo tentou enganar a família e a equipe de investigação.

“O Manelito tinha um problema sério de coluna e o meu irmão pagou o tratamento dele. E não foi barato na época. Tinha ficado mais de R$ 70 mil”, revelou Fagner.  O funcionário deveria devolver com condições diferenciadas de fácil pagamento. “Meu irmão falava que não era justo ganhar dinheiro de quem estava ao lado dele”, disse.

Françualdo ainda ajudou o amigo a ter um teto para morar. “Tanto é que tinha um apartamento que meu irmão tinha praticamente dado para o Manelito. Ele tinha que pagar parcelas de R$ 100 até quitar. Meu irmão praticamente deu o apartamento”, lembrou.

Confiança cega O policial penal confiava cegamente no funcionário. “Ele tinha o maior medo de magoar o Manelito. Quando o Manelito fazia uma coisa errada, meu irmão preferia não brigar, porque o Manelito parecia uma pessoa muito boa, era incapaz de fazer coisa errada e por maldade”, comentou.

Em novembro, antes do crime, o suspeito estava ajudando a organizar a próxima festa de aniversário do policial penal. Planejavam levar o empresário para uma churrascaria ou pizzaria. “Ele é frio. Manelito é muito frio”, desabafou.

Veja a imagem:

Suspeitos presos e foragidos O homicídio de policial penal envolveu cinco pessoas, conforme as investigações da PCGO. Três suspeitos foram presos e dois estão foragidos.

Manelito de Lima Júnior, Daniel Amorim Rosa de Oliveira e Marinalda Mendes Vieira foram presos. Deivid Amorim Rosa de Oliveira e Felipe Nascimento dos Santos estão foragidos. A investigação ainda está em andamento

O caso O servidor estava desaparecido desde 27 de novembro de 2023. Morador de Águas Lindas (GO), José Françualdo trabalhava no presídio de Santo Antônio do Descoberto (GO), no Entorno do Distrito Federal.

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