Edemar Cid Ferreira, do falido Banco Santos, morre em SP

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São Paulo — O economista Edemar Cid Ferreira, 80 anos, morreu neste sábado (13/1), em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca. Ele ficou famoso por ser o dono do Banco Santos, instituição que sofreu intervenção do Banco Central 2004 após a descoberta de um rombo de R$ 5,6 bilhões (em valores atualizados) e por sua imponente mansão, repleta de obras de arte, mantida no Morumbi, zona oeste da capital.

Edemar foi preso em 2006 após decisão da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo condená-lo a 21 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro. O banqueiro, todavia, ficou na cadeia por apenas três meses. Em 2015, com o argumento de que seu caso tinha uma série de falhas processuais, seus advogados conseguiram anular a condenação. Assim, estava em liberdade, e vivia em um apartamento na zona oeste da cidade.

A mansão do Morumbi, avaliada na época que o escândalo veio à tona, tinha um valor estimado de US$ 50 milhões e era decorada com quadros e fotografias de artistas como Tarsila do Amaral, Amilcar de Castro, Tunga, Mira Schendel, David Hockney e Frank Stella, além de móveis feitos por arquitetos renomado de todo o mundo.

Tanto o imóvel quanto as obras foram leiloadas pela Justiça para indenizar as vítimas da falência do banco. A mansão foi arrematada por R$ 27 milhões e hoje pertence ao empresário Janguiê Diniz, do grupo Ser Educacional.

O prédio onde o Banco Santos tinha sua sede, um edifício de estilo neoclássico nas margens do Rio Pinheiros, hoje abriga o escritório de advocacia Pinheiro Neto, um dos maiores do País.

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