Equador recebe apoio de países vizinhos para enfrentar guerra contra gangues

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

ecuador 1

O presidente do Equador, Daniel Noboa, recebeu o apoio de países vizinhos após decretar, na terça-feira, 9, estado de conflito armado interno em resposta a uma grave crise de segurança causada por ataques do narcotráfico. Uma carta conjunta de apoio político foi emitida pelos países da América do Sul, que também ofereceram ajuda militar, policial e de inteligência. Desde a declaração de conflito interno, as Forças Armadas prenderam 329 pessoas, 12 pessoas morreram e cerca de 140 guardas carcerários foram sequestrados por detentos. O presidente equatoriano endureceu o discurso e afirmou que seu governo vai considerar “terroristas” também juízes, promotores, membros da Polícia Nacional e das Forças Armadas que “apoiarem” os criminosos. A carta conjunta foi articulada pelo Chile, que está na presidência do Consenso de Brasília, e o Mercosul também emitiu nota de apoio.

cta_logo_jp
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos prometeram apoio ao Equador contra as gangues criminosas. “Estamos dispostos a ajudá-los e a enviar forças de segurança, se necessário, para ajudar o Equador”, disse Patricia Bullrich em entrevista ao canal TN da Argentina. “É uma questão continental. O que acontece no Equador, na Colômbia, no Peru, na Bolívia influencia a Argentina. Temos que nos proteger disto [narcóticos] como país e como continente”, acrescentou. O presidente da Bolívia, Luis Arce, que manifestou sua “predisposição de apoio” ara que o Equador volte à normalidade, reforçou a ideia de criar uma aliança latino-americana de combate ao crime organizado. “Ressaltamos que é urgente trabalhar na regionalização do combate ao tráfico de drogas e outras atividades ilícitas, bem como na criação de organizações supranacionais como a Aliança Latino-Americana Antinarcóticos — ALA, sob os princípios da soberania e da dignidade dos nossos povos; propostas pelo nosso país em diversas reuniões internacionais”, escreveu Arce.

O diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, colocou a PF à disposição do país vizinho. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, condenou os ataques de grupos armados no Equador e afirmou que o país está empenhado em cooperar para que os criminosos sejam levados à Justiça. Daniel Noboa, líder equatoriano, decretou estado de conflito armado interno e de exceção após a fuga do líder da maior facção criminosa do país. O estado de exceção vai vigorar por 60 dias, inclusive nos presídios, com toque de recolher entre 23h e 5h. Desde a declaração de conflito interno, as Forças Armadas puseram nas ruas 22.400 militares e prenderam 329 pessoas em todo o território nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Israel anuncia ‘reabertura limitada’ em Rafah

Israel anunciou, nesta segunda-feira, uma “reabertura limitada” da passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, dentro do cessar-fogo vigente desde 10 de...

‘Basta de ordens de Washington na Venezuela’, diz Delcy Rodríguez

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu o fim das ordens de Washington sobre políticos venezuelanos e afirmou que as disputas internas...

Manifestantes exigem que agentes do ICE deixem Minneapolis após morte de enfermeiro

Meta descrição: Tiroteio envolvendo um funcionário da Patrulha de Fronteira (ICE) em Minneapolis reacende tensões entre governo federal e cidades, gerando protestos, debates...