Currículo de promotora do caso Marielle foi impresso no computador do diretor da Abin

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O currículo da promotora de Justiça do Rio de Janeiro, Simone Sibilio, responsável pela investigação do homicídio da vereadora Marielle Franco, foi impresso no computador do então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem (PL-RJ). O fato foi descoberto pela Controladoria-Geral da União (CGU). 

 

De acordo com informações do O Globo, a CGU encontrou o currículo em meio a uma série de documentos impressos pela “estrutura paralela” da Abin. Todo o material resgatado ainda inclui a produção de relatórios sem a logomarca da agência sobre pessoas que não tinham qualquer relação com as atribuições da agência ou que não eram alvos de trabalhos em curso. Conforme o jornal, parte desses documentos foram elaborados pelos policiais federais levados para atuar na agência por Alexandre Ramagem, atualmente deputado federal e alvo da operação da PF.

 

Os documentos ajudaram a embasar a investigação da Polícia Federal sobre o suposto esquema de espionagem ilegal no órgão. A investigação sobre a Abin teve início com a apuração sobre a utilização do FirstMile, em março do ano passado. Na época, a pasta solicitou acesso a uma sindicância da Abin sobre a ferramenta israelense que permitia monitorar a localização de pessoas por meio de dados de celulares.

 

No desenrolar da força-tarefa, a CGU descobriu que impressões feitas na Abin geravam o chamado “log”, espécie de registro no sistema que mostra a identidade do usuário do equipamento, e por isso deixavam um rastro. Foi assim que 120 gigabytes (GB) de documentos foram recuperados e compartilhados com a Polícia Federal – incluindo o currículo de Simone Sibilio. 

 

A CGU confirma ter identificado no servidor de Ramagem o resumo do currículo dela. A promotora coordenava o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e atuou na força-tarefa do inquérito sobre o assassinato da parlamentar, ocorrido em 2018. Sibilio deixou o caso em 2021.

 

No relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal aponta que o documento “tem a mesma ausência de identidade visual nos moldes dos Relatórios apócrifos da estrutura paralela”.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Presidente da CCJ, Otto Alencar diz que não fala com Alcolumbre há 30 dias

Resumo: O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar, afirmou que não conversa há cerca de 30 dias...

Coaches de curso para seduzir mulheres são condenados por exploração

Condenação envolvendo grupo MSC por exploração sexual em festa no Morumbi, SPResumo: a Justiça Federal condenou Mark Thomas Firestone e Fabrício Marcelo Silva...

Morte de onça-parda em resgate no Entorno completa um mês sem resposta

Resumo curto: uma onça-parda capturada em Valparaíso de Goiás morreu durante o translado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres. quase um mês...