Cotado como possível candidato à OAB-BA, Vivaldo Amaral defende “líderes raízes” à frente da entidade

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Em novembro a Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB-BA) vai escolher a nova diretoria executiva e alguns nomes já começam a ser ventilados para assumir a presidência da entidade durante três anos. Entre os cotados está o advogado criminalista Vivaldo Amaral, já experiente na disputa. 

 

Ao Bahia Notícias, Amaral confirmou que tem sido “sondado” por alguns grupos que já o “ajudaram muito” durante outros pleitos da OAB-BA que concorreu. 

 

“Os grupos falam nisso, mas eu ainda não decidi. Eu tenho que conversar com minha família. Eu tenho que conversar com o grupo mais perto que me acompanha e a partir daí se for interesse da categoria em ter um advogado raiz, um advogado que conhece as agruras, as dificuldades dos colegas por toda a Bahia”, declarou. 

 

“Quem me conhece sabe que visitei todas as cidades da Bahia na última campanha do quinto constitucional [para vaga de desembargador do TJ-BA em 2022], participei de todas as posses da OAB. Então, se os colegas acharem interessante ter Vivaldo Amaral como presidente da OAB e os grupos que nos acompanham, eles realmente queiram, aí, talvez a gente pense nessa possibilidade, mas tá muito cedo e vamos aguardar o desenvolvimento”, ponderou.

 

Na avaliação de Amaral, advogado há 30 anos, a profissão está “em crise” e diante desse cenário diz esperar que o próximo ou próxima presidente da OAB-BA “olhe mais para o advogado, esqueça mais a política, olhe mais o advogado, diminua – aqui eu não vou dizer que acabe com as festas”. “O que o advogado precisa é que as prerrogativas dele sejam respeitadas, o que o advogado precisa é de uma OAB forte que diga que não se pode abrir mais cursos de Direito”.

 

“A nossa profissão hoje está vilipendiada, está, infelizmente, na berlinda por conta de uma série de faculdades que estão a cada semestre produzindo profissionais, que infelizmente não passam na OAB e não são nem estagiários nem advogados. Então, o que a gente pede é que, volto a dizer, tenhamos uma OAB forte e para que tenhamos uma OAB forte é necessário que a presidência da OAB, que os grupos que dominam a OAB estejam unidos, irmanados e que queiram lutar em prol do advogado, notadamente aquele advogado recém-formado que precisa do apoio”.

 

Além das prerrogativas, o advogado falou em necessidade de “líderes raízes” à frente da OAB Bahia, que lutem pelo “mercado de trabalho” da advocacia. Atualmente, a seccional baiana é presidida por Daniela Borges e tem como vice-presidente Christianne Moreira Moraes Gurgel; Esmeralda Maria de Oliveira, secretária-geral; Ubirajara Gondim de Brito Ávila, secretário-geral adjunto, e Hermes Hilarião Teixeira Neto, tesoureiro. 

 

Segundo Vivaldo Amaral, até junho haverá uma definição quanto à sua possível candidatura. O advogado se candidatou à vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no lugar de Felix Fischer, em junho do ano passado, mas não compareceu à sabatina da OAB em Brasília e foi desclassificado da disputa. 

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