El Niño dá sinais de despedida, mas cientistas já preveem La Niña

Publicado em

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Após um ano e meio de duração e sucessivos recordes de temperatura batidos, o El Niño deve se despedir no segundo semestre e dar lugar ao La Niña ainda neste ano. De acordo com a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a versão mais fria do fenômeno climático deve passar a vigorar entre julho e setembro, conforme documento da entidade, elaborado com base em uma série de modelos estatístico-climáticos.

O El Niño ocorre com intervalos de dois a sete anos, e se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico na região do Equador. Isso causa a interrupção dos padrões de circulação das correntes marítimas e massas de ar, o que leva a consequências distintas ao redor do mundo. “Dependendo de sua força, o El Niño pode causar uma série de impactos, como aumentar o risco de chuvas fortes e secas em determinados locais do mundo”, disse Michelle L’Heureux, cientista do Climate Prediction Center.

Na semana passada, um relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicou que, apesar de El Niño estar classificado atualmente como forte, a intensidade do fenômeno deve mudar de moderada para fraca nos próximos meses, com possibilidade de formação do La Niña no segundo semestre. Mensalmente, o documento é produzido e atualizado para garantir informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais, além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País – o fenômeno afeta, por exemplo, a colheita.

Oposto

O La Niña é um fenômeno climático oposto, caracterizado pelo esfriamento das águas superficiais do Pacífico e pela consequente queda nas temperaturas globais. No Brasil, ele costuma causar fortes chuvas nas Regiões Norte e Nordeste. No Sul, há elevação das temperaturas e seca.

Na última vez em que vigorou, o fenômeno teve a duração de três anos. “O La Niña potencializa as ondas de frio nos períodos de outono-inverno e primavera. Por outro lado, é preciso lembrar que áreas da América do Sul em Argentina, Uruguai, Paraguai e Sul do Brasil podem ter forte estiagem e ondas de calor intensas, como em 2021/2022”, afirma a meteorologista Estael Sias, da MetSul.

De acordo com a NOOA, o El Niño deve estender seus efeitos até maio. Após esse mês, segue um período de neutralidade climática e, então, começa a se formar o La Niña. Não necessariamente os dois eventos se sucedem imediatamente, explica Estael. Eles podem se prolongar e se repetir.

Calor

Sob influência do El Niño, o mundo bateu recordes sucessivos de calor. O ano de 2023 foi confirmado como o mais quente já registrado, segundo relatório divulgado pelo observatório europeu Copernicus. A temperatura média no ano passado foi 1,48 ºC mais quente do que na era pré-industrial (meados do século 19), segundo a agência. E quebrou a barreira de 1,5ºC em 12 meses, marco do Acordo de Paris, no mês passado.

A influência do El Niño ainda esteve relacionada a eventos extremos, como ciclones extratropicais no Sul e a estiagem acompanhada de queimadas na Amazônia, além das ondas de calor em várias regiões do Brasil.

Leia Também: ‘Precisa tomar um remédio’, dIz Márcio Victor em recado sobre apocalipse para Baby do Brasil

Que você achou desse assunto?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- Publicidade -

ASSUNTOS RELACIONADOS

Cuba pede ajuda à ONU por escassez de leite a menores de 7 anos no país

O governo de Cuba solicitou ajuda ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), um dos braços da ONU, pela primeira vez. O país tem enfrentado dificuldades para continuar entregando leite a crianças menores de sete anos. Um comunicado oficial de governo cubano foi enviado ao PMA, que já está agilizando o envio de leite em pó

Juiz que ordenou multa de milhões a Trump recebe envelope com pó branco

Um envelope que continha um pó branco e que estava enderençado ao juiz que considerou Donald Trump culpado num caso de fraude gerou momentos de pânico num tribunal em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo uma fonte próxima da situação, citada pelas publicações internacionais, o envelope nunca chegou ao juiz e questão, Arthur Engoron.

Morre Cat Janice, cantora que viralizou com música para garantir o futuro do filho

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cat Janice, a cantora que viralizou em janeiro com música feita para o filho, morreu nesta quarta-feira (28) aos 33 anos. A notícia foi divulgada pelo seu perfil nas redes sociais. Ela enfrentava um câncer no pulmão desde julho do ano passado. "Na manhã de hoje, na casa onde passou