Quem é o brasileiro suspeito de planejar ataques a judeus no DF

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Goiânia – Investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) descobriram que o grupo terrorista libanês Hezbollah recrutou brasileiros para ataques contra a comunidade judaica no Distrito Federal. Lucas Passos Lima é suspeito de participar desse planejamento.

De acordo com a PF, os ataques foram evitados pela corporação após alertas enviados pelos Estados Unidos.

Lucas acabou preso pela PF, em novembro do ano passado, quando voltou de uma viagem ao Líbano. Estavam no celular dele acessos e vídeos dos possíveis prédios judeus no Brasil.

Suspeito recrutado para o terrorismo Lucas seria um dos brasileiros recrutados pelo Hezbollah. Apoiado pelo Irã, o grupo é considerado terrorista por países como Estados Unidos, França e Alemanha. O contato de Lucas é um sírio naturalizado brasileiro.

Ele está preso desde novembro do ano passado, quando foi detido na Operação Trapiche, cujo objetivo era “interromper atos preparatórios de terrorismo” e recolher provas de possível recrutamento de brasileiros para praticá-los.

Já no último mês de fevereiro, ele se tornou réu após abertura de ação penal no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6). A juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima aceitou denúncia apresentada pelo MPF. A magistrada marcou para 21 de março, às 14h, a audiência de instrução e julgamento do suspeito.

A juíza ainda acatou o pedido da Polícia Federal pelo desmembramento das investigações para a instauração de um novo inquérito policial contra outros suspeitos. “Não se pode olvidar [esquecer] que, além de Lucas, outros brasileiros também foram identificados como alvos dos recrutamentos”, ponderou.

“O perfil dos recrutados levantou suspeitas pela ausência de vínculos com o país ou condições financeiras para empreender tais viagens ao exterior (alguns por mais de uma vez ou três vezes em menos de 12 meses) e por possuírem antecedentes criminais”, declarou a magistrada.

Ataques terroristas Vídeos divulgados pelo Fantástico neste domingo (3/3) mostram que sinagogas e um cemitério israelita localizados na capital federal foram monitorados pelos terroristas. Os endereços fazem parte de uma lista encontrada com Lucas Passos Lima.

A lista tem oito locais representativos da comunidade judaica em Brasília e em Goiás, além de um levantamento sobre um rabino. A Polícia Federal afirma que as investigações evitaram um atentado terrorista que poderia ser cometido no Brasil.

Quem também está sendo investigado é Mohamad Khir Abdulmajid, procurado pela Interpol por ser o principal alvo da operação que apura o recrutamento de brasileiros pelo grupo extremista Hezbollah.

Lucas e Mohamad são réus pelos crimes de terrorismo e organização criminosa, mas a investigação continua. Uma parte do inquérito foi desmembrada para que a PF siga investigando outros brasileiros que também foram procurados pelo Hezbollah.

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