PF investiga superfaturamento de R$ 5 mi em compras emergenciais no RJ

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (20/3) a Operação Janus para desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar licitações emergenciais relacionadas à compra de equipamentos de combate à Covid.

Cerca de 50 policiais federais e 12 auditores da CGU cumprem 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de São João de Meriti (RJ), em residências, empresas e escritórios ligados à organização criminosa nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias (RJ) e Bom Jardim (RJ).

Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões.

A investigação da PF, iniciada em 2020, revelou irregularidades em processos de dispensa de licitações, que tratavam de compras emergenciais de equipamentos para combater o coronavírus.

Entre as fraudes apuradas, a PF destaca o superfaturamento de contratações junto à Prefeitura de Duque de Caxias por intermédio de empresas de fachada, com a utilização de “laranjas” que serviriam também para ocultar a origem e destino dos valores obtidos ilicitamente.

Além dos crimes licitatórios, os investigados responderão por associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Operação Janus Janus é uma figura da mitologia romana conhecida como o deus dos começos, escolhas, passagens e transições. Ele é frequentemente representado com duas faces.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Não basta à Justiça ser honesta, deve parecer

O Brasil vive um momento de tensão sobre ética e confiança no judiciário, impulsionado pela liquidação do Banco Master, cuja gravidade é atribuída...

Homem que tentou matar Donald Trump em campo de golfe é condenado à prisão perpétua

Um homem condenado por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um campo de golfe na Flórida, em 2024, foi...

Fundador da Reag comprou ações do BRB por meio de fundo administrado pelo Master

O fundador da Reag, João Carlos Mansur, comprou ações do Banco de Brasília (BRB) por meio do fundo Celeno, administrado pela Master Corretora....